Crónica

A importância da comunicação (disruptiva) nas organizações

Todas as áreas da empresa são importantes, mas a comunicação é imprescindível para criar relação, dar significado à Marca, envolver colaboradores e fidelizar stakeholders.

Mais do que um «Gestor» de comunicação que acumule hard skills importantes como capacidade de escrita, proficiência linguística, certificação técnica ou superior, é necessário que o profissional seja também «Estratega» de comunicação, alguém capaz de reunir um conjunto de soft skills que torne o posicionamento da empresa relevante para quem contacte com ela. Apenas alguém com o «persona» de estratega decomunicação estará apto para se adaptar à única constante de todos os tempos: a mudança.

Repare o leitor que públicos diferentes (geografia, nível de instrução ou classe social) ou, o mesmo público em diferentes ciclos de vida, têm necessidades e perspectivas distintas. Da mesma forma, contextos (presencial ou remoto) e meios (plataformas e formatos) diferentes exigem cada qual uma comunicação apropriada, direccionada, personalizada, em síntese: uma comunicação tailor-made.

Comunicar é complexo, e para gerir a complexidade é necessário um estratega, inteligente, versátil, empático, experimentado e acima de tudo sensorial (capaz de ler os sinais do outro) e conectar com ele através de algo em que este veja valor.

Podia dizer por exemplo, sem incorrer em inverdades, que eu sou tudo o quanto foi dito no paragrafo acima, mas, se há um ensinamento que posso partilhar em comunicação corporativa é o seguinte: «tudo sobre nós tem mais valor, quando são os outros a falar por nós».

E assim introduzo um conceito muito importante em estratégias de Marketing: a referenciação. Um trabalho de comunicação de excelência aliado a qualidade do produto ou serviço (say-do-ratio) produz este tipo de resultados, em que o «outro» se torna «embaixador» do nosso produto, serviço ou conceito.

Se há dez anos atrás pensar numa estratégia de meios era investir em outdoors, imprensa, rádio e televisão, actualmente numa sociedade cada vez mais 4.0 podemos e devemos ser ainda mais inventivos em Marketing.

É imperial passar a ponderar nas activações de Marca, POC (Proof of Concept) e estratégias genéricas e táticas de Marketing a incorporação das valências de AR (augmented reality), VR (virtual reality), Web design responsive, Marketing de conteúdo online/mobile ou introdução de QR Code nas peças de comunicação e touchpoints corporativos. É também substituir as reuniões de brainstorming para preparação de campanhas para sessões de análise de big data. É prestar atenção ao comportamento do consumidor tanto na vida real como na sua vida no digital. Se antes tínhamos «amigos» hoje temos também «seguidores». Se antes íamos ao «mercado» hoje vamos ao «marketplace». Actualmente, o verbo que os profissionais de comunicação devem conjuntar é «reinventar» e o mindset deve ser reorientado para a dita comunicação disruptiva.

Comunicar com sucesso é construir uma percepção social da nossa Marca, através de múltiplos instrumentos e recursos, com intuito de deixar uma mensagem única e impactante. Tenho dito!

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