Angola regista mais de 300 milhões de dólares em transacções de criptomoedas

Angola regista mais de 300 milhões de dólares em transacções de criptomoedas

Os dados foram avançados na passada quarta-feira (9) ao Portal de T.I pelo executivo sénior de contas da Chainalysis para a África Subsaariana, Miguel Costa, após a apresentação do relatório da postura de Angola no mercado de criptomoedas. De acordo com o executivo, que falava no palco do Cybersecur Summit 2022, o número registado de transacções, apesar de mínimo, representa uma oportunidade para o país que actualmente ocupa o 117º lugar no índice global de adopção de criptomoedas e o 100º lugar no índice global de valor recebido em criptomoedas, sendo o 25º posicionado nesta classificação entre os países africanos, com 325 milhões de dólares transaccionados em 2021.

“Estamos a falar de cerca de 325 milhões de dólares transaccionados no último ano. O que, no panorama global, não é um número muito elevado, de qualquer maneira acho que é um número excelente, um número de oportunidade, que proporciona ao país a possibilidade de continuar a construir este mercado sem ter que corrigir, sem ter que reparar”, disse.

Angola regista mais de 300 milhões de dólares em transacções de criptomoedas

 

Créditos: Chainalysis

Deste valor, o bitcoin foi a criptomoeda mais utilizada. “Porque é original, é a primeira blockchain, é a que tem mais notoriedade e é a que oferece ao cidadão comum mais confiança”, explicou Miguel da Costa. A segunda criptomoeda mais utilizada foi a ethereum, seguindo-se as criptomoedas estáveis (stablecoins), das quais se destaca a theter.

Relactivamente ao comércio ponto-a-ponto (P2P) de criptomoedas entre angolanos, no período em análise, registou-se um volume de 7.7 milhões de dólares em transacções, estando o país actualmente no 41º lugar do índice global de transacções P2P e no 15º lugar entre os países africanos.

Angola regista mais de 300 milhões de dólares em transacções de criptomoedas

 

Créditos: Chainalysis

“Verificou-se que a maior parte dos fluxos de fundos de criptos recebidos vêm predominantemente da Europa, mas também de aplicações em investimentos em Finanças Descentralizadas (DeFi). O activo preferido é bitcoin e as stablecoins, ou seja, activos digitais indexados ao dólar (usdt, usdc). Quando o dinheiro tem que sair de Angola, sai geralmente para comprar bitcoin”, explicou o executivo sénior de contas da Chainalysis para a África Subsaariana, Miguel da Costa.

O Cybersecur Summit é um evento promovido pelo Portal de T.I e CyberSecur que visa promover a abordagem crítica sobre segurança cibernética e partilhar conhecimento sobre perícia digital, segurança cibernética e sobre os crimes informáticos à luz do novo código penal angolano. Esta segunda edição, realizado de 8 a 9 de Novembro de 2022, contou com mais de 20 oradores e diversos expositores nacionais e estrangeiros ao longo dos dois dias programados para este que é já o maior evento de cibersegurança em Angola.

 

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