Energias renováveis: falta de legislação complementar e regulamentação constitui grande desafio aos empresários do sector

A observação foi feita em exclusivo ao Portal de T.I, pelo administrador da SISTEC para a Área de Energias Renováveis, Francisco Gustavo, durante o “II Fórum Anual de Fomento ao Compliance“, realizado pela NF – Confojur. Segundo Francisco Gustavo, a falta de legislação complementar e regulamentação para o sector das energias renováveis em Angola é um “grande desafio para os empresários”, que vivem “ansiosos” por fazerem investimentos no sector.

Mas de desafios não é tudo. Durante a sua abordagem, o responsável para a área de energias renováveis da SISTEC apontou também a “concorrência” com o Estado como uma limitação aos empresários, pois, explica, em função da subvenção que este sector beneficia, o Estado aplica tarifas de electricidade muitos baixas, se comparadas ao actual custo de produção da energia fotovoltaica, e mesmo da energia proveniente de outras fontes. “O sector público, que é o dono dos maiores projectos na área de energias renováveis, é também o único ente que detém os direitos de transportar e comercializar a energia eléctrica em Angola. Na verdade, nós, no sector privado, estamos a procurar encontrar um meio para entrarmos na mesma cadeia”, acrescentou.

Em matérias sobre regulamentação, continuou, “nós, enquanto ente privado, não temos legalmente autorização para produzir e vender energia, por exemplo às comunidades. Se tivermos que vender, temos de fazê-lo à Rede Nacional de Transporte de Electricidade”, que é nesta altura o comprador/operador único, concluiu.

Francisco Gustavo fez-nos saber ainda que a SISTEC, além de projectos de produção de energia eléctrica, para todos os segmentos do mercado, trabalha também em sistemas de captação e bombagem de água, controlo e gestão de tráfego com sistemas de semáforo alimentados por energia solar e comunicação sem fios, sistemas de energia fotovoltaica para suporte às telecomunicações e alimentação de data centers, todos projectados e dimensionados com base da necessidade real de cada cliente.

Sob o lema “A Multidisciplinaridade do Compliance para o Desenvolvimento Económico Nacional”, o “II Fórum Anual de Fomento ao Compliance” abordou temas como “Compliance para o Desenvolvimento Económico Nacional; O Sector das Energias Renováveis: Desafios, Regulamentação e Perspectivas; e Desafios e Benefícios da Implementação Eficiente do Compliance nas Organizações.

 

 

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