Um estudo publicado pela revista Science Advances revela que as impressões digitais não são realmente únicas, levantando desta forma, implicações significativas para a ciência forense.
O referido estudo usou um tipo de modelo de inteligência artificial (IA) que normalmente é usado para reconhecimento facial para procurar padrões e identificadores em impressões digitais que os humanos podem estar a ignorar.
De acordo com pesquisadores, da Universidade de Columbia, a IA foi capaz de identificar se as impressões digitais de diferentes dedos analisados em momentos diferentes, vinham da mesma pessoa, tendo atingido uma precisão de 75 a 90% para impressões digitais iguais em pessoas diferentes.
“O modelo foi capaz de olhar além das características dos dedos conhecidas como minúcias, nas quais os detectives confiaram durante séculos”, argumentaram os pesquisadores.
No entanto, as alegações dos pesquisadores foram recebidas com cepticismo por parte de alguns cientistas forenses.
Simon Cole, professor de criminologia, direito e sociedade na Universidade da Califórnia, argumentou que as descobertas não são necessariamente algo novo e estão muito longe de refutar as técnicas forenses actuais.
Ainda assim, os pesquisadores refutaram dizendo o algoritmo de IA foi treinado em um banco de dados de 60 mil impressões digitais, portanto, as suas descobertas são “incontestáveis”. Os pesquisadores acreditam que a IA tem o potencial de revolucionar a ciência forense e outras áreas de análise.
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