ITGest: cibersegurança é um desafio real em Angola e exige respostas muito assertivas

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De acordo com o responsável comercial da ITGest, André Rijo, que falava em exclusivo ao Portal de T.I, o cenário da segurança cibernética em Angola é desafiador, sendo que a curto prazo apresenta-se como um “problema real que tem que ser respondido de forma muito assertiva”, dado o número de ataques que vêm sendo registados em diferentes instituições, entre públicas e privadas.

“Existe neste momento um conjunto de ataques enormes direccionados a instituições bancárias, instituições do Estado e outras instituições estruturantes. Ou seja, existe um impacto real quando um ataque acontece, existem danos e existem consequências reais para a vida das pessoas, então não é uma coisa intangível. É um problema real e por isso faz todo sentido haver preocupação,” frisou.

De acordo com o responsável, a curto prazo, a resposta das instituições ao quadro actual passa pela adopção de soluções de cibersegurança associada a uma cultura que evite delegar a cibersegurança exclusivamente à componente de administração de sistemas. Por outro lado, sublinha, a regulamentação deste sector também tem um importante papel a cumprir, sobretudo na certificação das empresas fornecedoras de soluções de cibersegurança, de modo a evitar que o processo todo seja feito de forma “leviana”.

“O futuro próximo da cibersegurança em Angola passa por adaptar as soluções existentes no mercado, sejam elas da ITGest ou doutros fornecedores. No entanto, a adaptação destes softwares não pode ser feita de forma leviana, ou seja, a par a isto deve haver uma regulação para aferir se, de facto, o sistema atende ou não à questão da prevenção aos ataques cibernéticos,” referiu.

André Rijo salienta que para se chegar a este estágio, é necessário haver instituições certificadas que certifiquem de facto as soluções apresentadas, para que as empresas responsáveis por estes softwares também possam chegar ao mercado com mais autoridade ao exibirem os seus produtos e poderem dizer “a minha solução está autorizada e ajuda as organizações a estarem protegidas”.

“Portanto, o desafio da cibersegurança em Angola exige a existência de um sistema regulatório neste sentido e, ao mesmo tempo, tem que haver, da parte das empresas, a adopção urgente de sistemas de cibersegurança. Essa necessidade, aliás, é fácil de perceber neste momento, no sentido em que basta olharmos para o lado para perceber que há N empresas de N ramos que já foram atacadas,” concluiu.

Há 15 anos no mercado nacional, a ITGest é uma empresa direccionada principalmente à área de TI, mas com uma vocação à área da formação. Em Maio último, a empresa assinou um memorando de entendimento com o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI), para a instalação da primeira academia de cibersegurança em Angola.

Na altura, o CEO da ITGest, Alexandre Simões, explicou ao Portal de T.I que a referida academia entraria em operações dentro de dois meses (entre Julho e Agosto) e, entre outros objectivos, procuraria garantir que as instituições públicas e privadas estejam dotadas de equipas capazes de responder, no imediato, a qualquer tipo de ataque ou prevenção a nível do ciberespaço.

 

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