NVIDIA é condenada a pagar 5,5 milhões de dólares por omitir dados críticos sobre criptomoedas

A NVIDIA foi condenada a pagar 5,5 milhões de dólares norte-americano por ter omitido aos seus investidores informações cruciais sobre criptomoedas em um relatório do ano fiscal de 2018.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla inglesa), a empresa não informou com precisão o quanto a mineração de criptomoedas influenciou nos ganhos registados nas vendas das suas Unidades de Processamento Gráfico (GPUs) naquele ano.

“A SEC conclui que, durante trimestres consecutivos no ano fiscal de 2018 da NVIDIA, a empresa não divulgou que a mineração de criptomoedas foi um elemento significativo para o crescimento da sua receita material com a venda das suas GPUs, projectadas e comercializadas para jogos”, refere o regulador em comunicado.

A SEC alega que a NVIDIA insinuou que o seu crescimento na indústria de jogos foi orgânico e que não esteve relacionado com a demanda por criptomoedas. O regulador observa também que a empresa estava em condições de apresentar tais informações ao público.

De acordo com a chefe da Unidade de Acivos Criptográficos e Cibernéticos da SEC, Kristina Littman, “as falhas de divulgação da NVIDIA privaram os investidores de informações críticas para avaliar os negócios da empresa em um mercado importante”.

“Todos os emissores, incluindo aqueles que buscam oportunidades envolvendo tecnologia emergente, devem garantir que as suas divulgações sejam oportunas, completas e precisas”, acrescentou.

Sobre as acusações, a NVIDIA declara-se inocente, tendo, contudo, solicitado já um encerramento do processo judicial através de um acordo com a SEC.

A explicação exacta sobre aumentos de receita, bem como que sector teve maior influência nesse aumento é uma prática exigida às empresas de capital aberto e listadas em bolsa. Esta exigência torna-se ainda mais necessária quando o aumento está relacionado com uma tecnologia emergente, como são as criptomoedas, pois os investidores podem ser influenciados a investir sem, de facto, saber que sector é realmente mais aconselhável.

 

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