Regulamentação e conectividade entre os principais desafios para a economia compartilhada em Angola

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De acordo com o director geral da Tech 21 Africa, Kiesse Canito, que falava durante o evento de abertura do “Fórum Internacional Economia Compartilhada”, realizado na última semana em Luanda, o enquadramento regulamentar e fiscal, assim como a conectividade, constituem alguns dos vários desafios ao desenvolvimento desta forma de economia no país, pelo que torna-se necessário uma legislação clara neste sentido.

“Por exemplo, se eu trabalho em uma plataforma de mobilidade urbana como é que vou descontar a segurança social? Como é que passo a ter acesso a todos os aspectos referentes à legislação laboral existentes em um emprego formal? Posso estar a fazer muita renda agora, mas e no futuro, como é que vai ser? São desafios por superar”, disse.

Relativamente à conectividade, Kiesse Canito fez saber que “estas plataformas funcionam principalmente em zonas urbanas, onde a conexão é melhor, mas se vamos às zonas mais recônditas já é difícil aos players do sector alargar os seus modelos de negócio, por conta do desafio da conectividade”.

Apesar das preocupações apresentadas, às quais acrescentou a questão cultural no que respeita a partilha de bens e serviços como escritórios e residências, o director geral da Tech 21 Africa reconheceu o grande impacto da economia compartilhada no país.

“Com a covid-19, o nível de desemprego aumentou. E nós temos pessoas que recorreram a essas plataformas de mobilidade para gerar renda. Há, inclusive, exemplos de alguns que geram mais renda do que conseguiam nos seus empregos formais, e isso tem um impacto muito significativo”, refere Kiesse Canito.

Por outro lado, observa, “a lógica do mercado de trabalho também começa a alterar-se, porque muitos dos que trabalham nessas plataformas não têm qualificações como um curso superior, por exemplo, mas chegam a gerar uma renda equivalente a quem tem um curso superior.”

O “Fórum Internacional Economia Compartilhada” decorreu de 6 a 7 de Outubro, em Luanda, e juntou especialistas nacionais e estrangeiros afectos a órgãos reguladores, empresas de tecnologias e entidades dedicadas ao sector, para analisar as tendências, oportunidades e os desafios que esta forma de economia pode trazer ao país. O evento foi uma realização da Tech 21 Africa e da Wedo Brand.

 

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