Sistema financeiro angolano regista redução de 28,5% em ataques cibernéticos

BNA denuncia esquema de fraude nas redes sociais que atrai vítimas com a oferta de falsos produtos e serviços financeiros
Os ataques cibernéticos contra o sistema financeiro angolano reduziram para uma média diária de 250 investidas, contra os 350 ataques que se verificavam em igual período do ano 2023, correspondendo a uma diminuição de 28,5% do volume de ataques sofridos, de acordo com os indicadores definidos pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
 
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (24), em Luanda, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, durante a conferência sobre “A Cibersegurança no Sistema Financeiro Angolano”.
 
Apesar do avanço registado, o governador do BNA observou que as sofisticações das tentativas de ataque exigem melhorias constantes aos sistemas de cibersegurança de todas as instituições do sistema financeiro angolano.
 
Neste sentido, Manuel Tiago Dias fez saber que, no âmbito do seu plano estratégico para o período 2023–2028, o BNA está a reforçar os pilares de cibersegurança da instituição, implementando processos e tecnologias inovadoras, com recurso à inteligência artificial, ao qual se junta um forte investimento no seu quadro de especialistas, para reforçar a confiança dos participantes no sector financeiro por si regulado e supervisionado.
 
No capítulo da regulação, prosseguiu, estão a ser concebidos instrumentos normativos, para adequar as regras actuais à dinâmica que o ambiente cibernético nacional e internacional impõe, impulsionando a troca de informação entre as instituições financeiras e não só, auxiliando assim no tratamento de incidentes cibernéticos cujas motivações e impactos podem ser de escala nacional.
 
Manuel Tiago Dias recordou ainda que o sistema financeiro e os bancos em particular, pelo papel que desempenham na economia, constituem alvos preferenciais dos cibercriminosos que procuram aceder fraudulentamente os sistemas informáticos das instituições.
 
Para fazer face a essa ameaça, o governador do banco central destacou que “o tratamento dos riscos cibernéticos deve assentar na aposta constante em investimentos que atendam medidas preditivas, preventivas e correctivas, numa proporção que garanta a salvaguarda daquele feito nas tecnologias de suporte ao negócio, procurando assegurar a estabilidade e reputação do sistema financeiro, promovendo, deste modo, a confiança e contribuindo para o reforço da inclusão financeira”.
 
A conferência contou com a participação de membros do conselho de administração e do corpo directivo do BNA, representantes da Unidade de Informação Financeira, do conselho de supervisores do sistema financeiro, do Banco de Portugal, de empresas privadas, altos funcionários dos bancos comerciais e académicos.

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