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O Relatório da GSMA sobre disparidade de Género no uso da Internet, publicado nesta segunda-feira (22) revela que mulheres em países de baixa e média renda têm 12% menos probabilidade de usar Internet móvel do que homens, uma diferença de 200 milhões, elevando o total de mulheres offline para 810 milhões.
O relatório aponta que mais de dois terços dessas mulheres vivem na África Subsaariana e no Sul da Ásia, onde a disparidade atinge 26% e 25%, respectivamente.
Apesar de uma ligeira redução na disparidade de género em 2025, o progresso continua lento e desigual. A principal barreira, de acordo com o mesmo relatório, continua a ser o custo dos aparelhos, seguido pela falta de alfabetização e competências digitais.
A diferença na posse de smartphones é de 13% nos países em desenvolvimento, cerca de 210 milhões de mulheres sem acesso a esta tecnologia fundamental.
Reduzir esta disparidade entre 2023 e 2030 poderia adicionar 1,3 mil milhões de dólares ao PIB global e gerar 230 mil milhões em receita para as telecomunicações.
O relatório conclui que, apesar dos avanços lentos desde 2022, “é necessário muito mais” para enfrentar as disparidades que deixam milhões excluídas da revolução digital.



