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A Unitel anunciou que concluiu, no dia 5 de Agosto, a reposição dos principais serviços móveis de voz, mensagens, dados, acesso à Internet e serviços de terceiros suportados pela sua rede, afectados pelo ataque cibernético registado na madrugada de 28 de Julho.
Em comunicado ao mercado, a operadora recordou que o ataque teve como alvo a sua infra-estrutura tecnológica e provocou a indisponibilidade parcial dos serviços em todo o território nacional, ao que respondeu activando os mecanismos de contenção e os planos de continuidade de negócio, para restabelecer os serviços de forma faseada.
No informe, a operadora esclarece que poderá persistir alguma instabilidade em determinados serviços e recomenda aos clientes que contactem os canais de apoio, através do call center ou das lojas, caso verifiquem perturbações no acesso.
Segundo a empresa, os próximos dias serão dedicados à optimização da infra-estrutura tecnológica e à normalização de sistemas complementares, com o objectivo de consolidar o funcionamento dos serviços já restabelecidos.
A Unitel informa ainda que está a colaborar com as autoridades nacionais e com parceiros especializados em cibercriminalidade para apurar as circunstâncias do incidente. Neste quadro, a empresa assegura que divulgará novas informações quando estiverem reunidas as principais conclusões da investigação, desde que a sua divulgação não comprometa a segurança da informação nem prejudique o processo em curso.
No comunicado, a operadora condena o ataque e realça os investimentos realizados em segurança da informação e cibersegurança, os quais, refere a operadora, contribuíram para conter o ataque e recuperar os serviços afectados.
“A Unitel condena veementemente este ataque e salienta que os investimentos realizados pela empresa no reforço contínuo do seu modelo de segurança da informação e cibersegurança, permitiram o seu controlo e a recuperação paulatina e estruturada dos serviços”, pode ler-se.
A operadora agradece também o apoio prestado pelas autoridades, reguladores, empresas do sector e restantes entidades durante durante o período o crítico.
Importa salientar que na sua penúltima comunicação ao mercado, divulgada a 30 de Julho, a operadora admitiu a possibilidade do ataque cibernético ter sido perpetrado para perturbar o processo de admissão das acções da operadora à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), tendo sublinhando que essa é uma das hipóteses que continua sob avaliação.



