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A moeda nacional foi oficialmente integrada nesta segunda-feira, 27 de Julho, como moeda de liquidação no Sistema de Liquidação a Bruto em Tempo Real da SADC (SADC-RTGS), numa cerimónia, informou o Banco Nacional de Angola (BNA).
O acto foi formalizado com a assinatura do documento de integração do Kwanza no sistema SADC-RTGS, numa cerimónia testemunhada pelo governador do BNA, Manuel Tiago Dias, e pelo governador do Banco de Reserva da África do Sul e presidente do Comité de Governadores dos Bancos Centrais da SADC, Lesetja Kganyago.
O feito torna o Kwanza na segunda moeda de liquidação a ser introduzida no sistema SADC-RTGS, que, desde a sua criação, em 2013, liquidava transacções exclusivamente em Rand sul-africano. Conforme o banco central angolano, actualmente 15 países participam do sistema SADC-RTGS.
No âmbito deste processo, foram também aceites como participantes no SADC-RTGS cinco bancos comercias angolanos, nomeadamente, o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco Internacional de Crédito (BIC), o Banco Negócios Internacional (BNI), o Banco Crédito Sul (BCS) e o Banco Yetu.
“Ao permitir a liquidação directa em Kwanza, os participantes que realizam transacções nessa moeda evitam a necessidade de conversão cambial com recurso a moedas não participantes do SADC-RTGS, reduzem os custos de e para os seus clientes. A meta é integrar, oportunamente, outras moedas regionais a exemplo da moeda do Botswana, o Pula, que se encontra numa fase avançada”, refere o BNA.
O banco central angolano considera que a implementação da capacidade de operar com múltiplas moedas no sistema SADC-RTGS é uma das iniciativas estratégicas para fortalecer a integração financeira regional, promover maior utilização de moedas locais e regionais no comércio transfronteiriço e reduzir a dependência de moedas de fora da SADC.
Neste quadro, a inclusão do Kwanza no SADC-RTGS é percebida pelo BNA como um reforço na modernização dos pagamentos regionais para pagamentos transfronteiriços, que buscam diminuir custos, aumentar a rapidez, melhorar a eficiência e a segurança nas transacções transfronteiriças.



