O Instituto Etíope de Inteligência Artificial (IA) defendeu, durante o debate denominado “Energia Nuclear para o Desenvolvimento da IA”, que um fornecimento de electricidade fiável é condição indispensável para o país concretizar a ambição de se tornar o centro africano do sector.
O instituto sublinhou que a expansão da IA levanta uma questão central de como responder às necessidades crescentes de electricidade de um sector cada vez mais exigente.
“O crescimento da IA requer fundamentalmente um fornecimento de energia fiável, além de outros insumos”, afirmou a instituição.
Segundo o instituto, a sua principal vantagem é a capacidade de gerar electricidade de forma contínua, uma característica que corresponde ao funcionamento dos centros de dados de IA, que precisam de energia estável e ininterrupta, considerando que a energia nuclear “desempenha um papel insubstituível” no atendimento às necessidades energéticas do sector.
Para ilustrar essa tendência, o Instituto Etíope de IA recorreu ao exemplo dos Estados Unidos, onde o Governo destinou um empréstimo de 4,42 mil milhões de dólares ao sector privado para reactivar três centrais nucleares desactivadas: Palisades, Crane e Duane Arnold.
O estudo do instituto destaca a electricidade produzida pela Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), por outras centrais hidroeléctricas e pelas fontes eólica e solar como activos-chave para sustentar as ambições do país.
De acordo com os dados do Instituto, o posicionamento da Etiópia como polo de IA em África dependerá da combinação de fontes de energia fiáveis com Data Centers modernos, Internet de alta velocidade e uma força de trabalho jovem. É essa articulação entre infra-estrutura energética, conectividade e capital humano poderá transformar a ambição etíope numa realidade.


