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O projecto Conecta Angola Comercial, integrado no processo de modernização dos postos fronteiriços coordenado pelo Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras, assegurou a instalação de uma antena VSAT no posto do Luvo, província do Zaire, permitindo acesso à internet através do satélite Angosat-2 e reforçando a conectividade numa zona até agora dependente de soluções limitadas.
A intervenção foi conduzida sob coordenação da Unidade Técnica Central, liderada pela Administração Geral Tributária, e permite não apenas a comunicação local, mas também a interligação com outros postos fronteiriços a nível nacional. A infra-estrutura visa melhorar a eficiência dos serviços e facilitar as trocas comerciais formais.
O Conecta Angola Comercial posiciona-se como uma solução para zonas remotas onde as redes tradicionais não chegam, recorrendo à tecnologia satelital do Angosat-2. O projecto prevê disponibilizar velocidades até 150 Mbps, num contexto em que a procura por conectividade de alta capacidade continua a crescer no país.
A iniciativa insere-se na estratégia do Executivo para promover a inclusão digital em áreas de difícil acesso. Ao mesmo tempo, envolve startups nacionais no processo de implementação, com o objectivo de estimular a inovação, o empreendedorismo e a criação de emprego jovem.
Em paralelo, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional, disponibilizou ao Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras uma plataforma baseada em dados geoespaciais e imagens de satélite para reforçar a monitorização das zonas fronteiriças.
A ferramenta permite analisar informação territorial e apoiar a tomada de decisões operacionais, além de melhorar a coordenação entre as instituições envolvidas na gestão das fronteiras.
A instalação da solução e a formação para utilização da plataforma foram asseguradas por uma equipa técnica do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional, que se deslocou ao Luvo no âmbito de uma comissão mista.
Com estas acções, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social procura aplicar tecnologias espaciais a contextos operacionais concretos, com impacto directo na gestão fronteiriça e no reforço das capacidades institucionais.




