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Espaço: países africanos canalizam 828,37 milhões de dólares em programas espaciais em 2026

Espaço: países africanos canalizam 828,37 milhões de dólares para programas espaciais em 2026
Os governos africanos alocaram colectivamente 828,37 milhões de dólares norte-americano para actividades espaciais em 2026, um aumento de 32,2% face aos 626,69 milhões registados em 2025, revela o relatório da SpaceinAfrica dedicado ao sector.
 
De acordo com documento, o crescimento resulta não apenas de maiores dotações orçamentais, mas sobretudo de uma mudança na natureza dos investimentos. Parte substancial dos recursos destina-se agora à execução de projectos estruturantes de longo prazo, como satélites, observatórios e infra-estruturas terrestres.
 
A África do Sul exemplifica esta tendência ao canalizar cerca de 79% do seu orçamento espacial para o projecto internacional Square Kilometre Array, que visa construir o maior radiotelescópio do mundo, com uma área de captação de um quilómetro quadrado, localizado na África do Sul e na Austrália.
 
No Norte de África, o Marrocos entrou numa fase de despesa continuada após o acordo com a Israel Aerospace Industries, em 2024, para aquisição de dois satélites de reconhecimento, avaliado em mil milhões de dólares, com execução plurianual e um encargo anual estimado em cerca de 202 milhões.
 
A Observação da Terra mantém-se como principal destino do investimento do continente, com Angola a destacar-se ao direccionar cerca de 96,7% do seu orçamento espacial para o programa ANGEO-1, seguindo uma tendência também observada na Etiópia, Nigéria e Botsuana.
 
Embora reconheça que a concentração do investimento reflecte uma abordagem prática, o relatório observa que a forte dependência de um único programa emblemático pode representar um risco.
 
“Quando os orçamentos são centrados em um único projecto importante, qualquer interrupção no financiamento ou na execução pode afectar significativamente a agenda espacial nacional mais ampla”, pode ler-se.
 
Cronologia da despesa espacial africana
 
A despesa para este ano acompanha a tendência de crescimento que se verifica desde 2018. Naquele ano, a despesa das nações africanas fixou-se em 342,02 milhões, em 2019 subiu para 367,04 milhões, manteve-se em 367,03 milhões em 2020, saltou para 437,68 milhões em 2021, para 443,64 milhões em 2022, chegando aos 645,85 milhões em 2023.
 
Em 2024 verificou-se uma retracção de -28,2% no investimento, com a despesa regredindo para 463,54 milhões. O ímpeto de crescimento foi retomado em 2025 quando a despesa subiu para 626,69 milhões antes de saltar para os 828,37 milhões de dólares agora anunciados.
Espaço: países africanos canalizam 828,37 milhões de dólares para programas espaciais em 2026
 
Assim, de acordo com o documento, as conclusões de 2026 apontam para um ecossistema espacial africano em fase de maturação, com crescimento sustentado por infra-estruturas de longo prazo, aplicações práticas e um enquadramento político cada vez mais estruturado.

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