A startup VIVA+, desenvolvida pelos estudantes Alcedo Madruga e Isabel Sapesse, do Instituto Superior Politécnico Ndunduma, na província do Bié, conquistou o prémio de melhor startup da 6ª edição do ANGOTIC 2026, com uma solução tecnológica que aposta na monitorização da saúde materna através de uma pulseira inteligente ligada a uma aplicação móvel.
Anunciada durante o encerramento do ANGOTIC, a VIVA+ foi projectada para acompanhar em tempo real o estado de saúde das mulheres durante a gravidez e no período pós-parto, permitindo controlar os indicadores clínicos relevantes, emitir alertas em caso de anomalias e facilitar uma resposta rápida dos serviços de saúde.
Em declarações à imprensa, Alcedo Madruga explicou que a iniciativa actua na área da telemedicina e resulta da integração entre medicina e tecnologia. Segundo o responsável, o sistema foi concebido para reforçar a segurança da mãe e da criança ao longo de todo o processo gestacional.
“Sabemos que as mulheres podem enfrentar muitas complicações durante esse período, mesmo após o nascimento do bebê, o acompanhamento continuará. Assim, qualquer anormalidade ou situação preocupante poderá ser detectada rapidamente, permitindo o cuidado e a assistência adequada”, referiu.
De acordo com o jovem empreendedor, o projecto já dispõe de um protótipo funcional e procura agora financiamento para avançar para as próximas fases de desenvolvimento.
A conquista destacou-se entre dezenas de candidaturas provenientes de várias províncias do país e reforçou a presença do Bié no ecossistema nacional de inovação. Nesta edição do ANGOTIC, a província participou com quatro projectos desenvolvidos por jovens empreendedores.



