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O ecossistema angolano de startups ocupa agora a 107.ª posição mundial, subindo uma posição em relação ao ano anterior, de acordo com o “Índice Global de Ecossistemas de Startups de 2026” divulgado pelo centro de pesquisa StartupBlink.
A nível continental, o ecossistema de startups angolano ocupa o 1.º lugar na África Central, mantendo-se estável desde 2025. De modo geral, o ecossistema nacional de startups registou uma taxa de crescimento de 70,8%, a mais alta entre os ecossistemas africanos classificados como “contenders”.
Luanda é agora a cidade africana com o crescimento mais rápido entre os ecossistemas de startups presentes no top 500 mundial. A capital angolana subiu do 558.º lugar em 2025 para o 473.º lugar em 2026, registando um crescimento de 76,9% e uma melhoria de 85 posições no ranking global.
Entre os principais factores impulsionadores deste desempenho, o StartupBlink aponta o papel estruturante do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), enquanto entidade pública responsável pela certificação, desenvolvimento e coordenação de iniciativas estratégicas para o fortalecimento do ecossistema nacional de startups.
“Angola oferece aos empreendedores uma oportunidade singular: um mercado jovem de língua portuguesa, onde a inovação está intimamente ligada a necessidades económicas reais. Da mobilidade e agricultura ao comércio, logística e inclusão financeira, as startups podem desenvolver soluções com valor imediato para o mercado local e potencial de expansão regional”, refere o PCA do INAPEM, Bráulio Augusto, citado no relatório.
O índice reconhece, por outro lado, as acções ligadas à implementação da nova Lei das Startups, aprovada este ano, que estabelece o primeiro quadro jurídico dedicado às empresas emergentes no país.
De acordo com o PCA, Angola está a criar bases mais sólidas para a inovação, a atracção de capital e a diversificação da economia, num esforço coordenado entre os sectores público e privado, considerando o crescente interesse dos investidores e a integração dos mercados regionais.




