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APD alerta para riscos à segurança dos dados devido a vulnerabilidades na linguagem PHP

APD alerta para riscos à segurança dos dados devido a vulnerabilidades na linguagem PHP
A Agência de Protecção de Dados (APD) alerta as entidades públicas e privadas para a necessidade de reforçarem a segurança de sites, portais institucionais e plataformas digitais, na sequência da identificação de duas vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP, classificadas com 9,2 pontos numa escala de gravidade de 10, que podem permitir ataques informáticos e comprometer dados pessoais.
 
Num comunicado divulgado esta tarde, a APD advertiu que a exploração destas falhas pode permitir o acesso, a alteração, a divulgação ou a extracção não autorizada de informações pessoais, com consequências para a segurança da informação, a continuidade dos serviços e os direitos dos titulares dos dados.
 
A Agência apelou à máxima atenção dos responsáveis pela gestão, manutenção e administração de plataformas digitais, sublinhando que a prevenção de riscos cibernéticos é essencial para proteger a privacidade e preservar a confiança dos cidadãos nos serviços digitais.
 

As vulnerabilidades afectando a linguagem PHP foram divulgadas esta quarta-feira (21) com a Comissão Europeia e a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) a emitirem alertas de prevenção. Na sequência, vários sites governamentais foram voluntariamente retirados do ar em vários países, com realce para a França, Finlândia, Dinamarca, Bélgica e aos Países Baixos.
 
Entretanto, o projecto PHP já disponibilizou actualizações de segurança para as versões actualmente suportadas, incluindo PHP 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35. Aos responsáveis técnicos, o projecto aconselha a verificação das versões instaladas e a aplicação das actualizações adequadas, uma vez que as versões antigas que já deixaram de ter suporte oficial poderão não receber correcções directamente do projecto.
 
As vulnerabilidades em causa podem afectar diferentes configurações de servidores que recebem pedidos através da web, incluindo PHP-FPM, Apache com mod_php, php-cgi, FrankenPHP e LiteSpeed. Por esse motivo, os especialistas sugerem que a avaliação de risco não deve limitar-se a um tipo específico de site ou aplicação, devendo abranger os sistemas e serviços que utilizam PHP.
 
A linguagem é utilizada por plataformas de gestão de conteúdos como WordPress, Joomla e Drupal, entre outras aplicações, mas a presença destas plataformas, por si só, não confirma que um site esteja vulnerável: o risco depende, entre outros factores, da versão do PHP e das actualizações aplicadas ao servidor.
 
Em Angola, segundo dados da StackScan, há cerca de 2.348 sites que utilizam PHP, um número reduzido quando comparado aos EUA, que lidera a lista com mais de 10,8 milhões de sites, e ao Brasil, que lidera entre os países lusófonos, com 1,19 milhões de sites. Vale observar, entretanto, que estes números referem-se à utilização da linguagem e não representam, por si só, a quantidade de sites vulneráveis ou comprometidos.

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