Banner-para-so-site-COMPLLEXUS

Banca angolana mantém presença “minimalista” na infra-estrutura da Internet

Banca angolana mantém presença “minimalista” na infra-estrutura da Internet

Seguindo as já habituais avaliações apresentadas pelo Portal de T.I, trazemos nesta edição uma análise técnica sobre a presença dos principais bancos angolanos na infra-estrutura global da Internet. Um estudo cujos resultados expõem um retrato interessante das opções estratégicas do sector nesta matéria.

A configuração observada nos dados de roteamento públicos mostram que o Banco Nacional de Angola (AS37366) e o Banco Bic (AS37147) anunciam apenas 1 rota IPv4 cada, a partir de 3 adjacências. Este padrão é seguido pela maioria, como o Banco Comercial Angolano (AS37590) ou o Banco Económico (AS37318), com 2 adjacências e 1 rota, revelando uma presença digital minimalista.

Esta configuração, que não parece acidental, reflete a assinatura técnica clássica de uma entidade que não é um fornecedor de serviços de Internet (ISP), mas sim um utilizador empresarial de topo que adquiriu o seu próprio bloco de endereços IP e o seu próprio número de Sistema Autónomo (AS). É, na superfície, um modelo de simplicidade.

Naturalmente, esta abordagem minimalista traz benefícios em termos de gestão operacional directa. No entanto, é legítimo ponderar como este desenho, tecnicamente modesto, se articula com a exigência de resiliência absoluta que caracteriza o sector financeiro.

Banner – Home – Topo Conteúdo

Serviços como pagamentos electrónicos, redes de ATMs, Internet Banking e sistemas interbancários constituem a espinha dorsal da economia moderna. A sua continuidade ininterrupta depende, cada vez mais, da diversidade e robustez dos caminhos digitais que os suportam, algo que um único anúncio de rota, por mais bem estabelecido que seja, poderá não garantir perante falhas imprevistas.

Neste contexto, a concentração da conectividade global por um canal principal, ainda que de alta capacidade e representado pela única rota anunciada por cada banco, introduz uma variável única no cálculo do risco operacional. A cibersegurança e a continuidade de negócio constroem-se não apenas sobre defesas mas também sobre princípios de redundância e dispersão.

Uma arquitectura de rede mais diversificada, que vá além do papel estrito de “utilizador final” do seu próprio AS, mitiga riscos e transforma a conectividade de um serviço contratado num pilar estratégico de autonomia operacional.

A questão transcende a esfera técnica e toca ligeiramente no conceito de soberania digital. Para um sector tão vital, a posse de um Sistema Autónomo sugere um primeiro passo para essa autonomia, mas o seu potencial pleno pode residir numa utilização mais expansiva.

Banner – Home – Topo Conteúdo

A diversificação de operadores e de rotas internacionais pode ser vista como a evolução natural deste investimento, assegurando que a interligação com o mundo não dependa exclusivamente da Angola Cables, por mais robusto que seja.

Partilhar artigo:

Versao3 - Cópia

Somos um portal de notícias, voltado às tecnologias de informação e inovação tecnológica. Informamos com Rigor, Objectividade e Imparcialidade. Primamos pela qualidade, oferecendo aos nossos leitores, a inclusão tecnológica e a literacia digital

+(244) 930747817

info@pti.ao | redaccao@pti.ao

Mais Lidas

Últimos Artigos

Desenvolvido Por SP Media