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Kaspersky apresenta smartphone “impossível de hackear”

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A Kaspersky Lab, empresa de cibersegurança especializada na produção de softwares de segurança, está a desenvolver um smartphone à prova de ataques informáticos, revelou na última semana o CEO da empresa, Eugene Kaspersky, durante o 29.º Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.
 
Durante sua apresentação, Eugene Kaspersky mostrou um protótipo do dispositivo aos participantes da sessão e preveniu os presentes com a seguinte declaração:
 
“Isso não é Android. Claro que não é um iPhone, não é Huawei, não é Samsung. É hardware russo, nosso sistema operacional. E não é Android de jeito nenhum. A web, por exemplo, é impossível de hackear“, disse.
 
O telemóvel ainda não está disponível ao público e deverá estar longe de entrar em fase comercial, pois, como disse Eugene Kaspersky: “ainda há muito trabalho a ser feito”. Apesar disso, já é possível testar o dispositivo como parte de um amplo processo piloto em curso na Rússia.
 
“Você pode entrar em contacto com o nosso escritório na Rússia e testar este produto. Já temos várias dezenas de pilotos”, esclareceu, acrescendo que a Kaspersky está colaborar com diversas organizações nesta matéria.

Um telemóvel “seguro” e “quase impossível” de hackear

O projecto para a criação de um telemóvel seguro da Kaspersky não é novo. Já em  2020, Eugene Kaspersky partilhou detalhes sobre o dispositivo que na altura descreveu como “quase impossível de hackear”. Nota-se que a descrição evoluiu agora para “impossível de hackear”, o que poderá indicar evolução do projecto para além do previsto.
 
A princípio, a ideia de um dispositivo à prova de hacking chama atenção pelo facto de visivelmente se mostrar contrária à ideia de que qualquer dispositivo que processe dados, execute código e se comunique com o exterior deverá ter sempre alguma vulnerabilidade teórica.
 
A julgar pelas declarações, a empresa sugere ter abordado essas preocupações, de tal forma que segundo a Eugene Kaspersky, o smartphone terá funcionalidades mínimas com um conjunto padrão de aplicativos e navegador próprio.
 
“Haverá funcionalidades mínimas, beleza, tanto do Android quanto do iOS. Mas este smartphone não realizará outras tarefas especiais. O aparelho pode fazer chamadas e enviar SMS; haverá uma suíte de escritório; o seu próprio navegador com funcionalidades mínimas e um conjunto padrão de aplicativos como despertador, calculadora e assim por diante”, disse à data.
 
O smartphone teria como sistema operacional o Kaspersky OS, concebido inicialmente para funcionar em infra-estruturas específicas com elevada necessidade de segurança ou em dispositivos IoT, e seria produzido por uma empresa chinesa cujo nome ainda não foi revelado.

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