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O Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, situado no município da Maianga, foi hoje inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, que o descreveu como um ponto de encontro entre a academia, a investigação científica, as empresas e os jovens empreendedores que pretendem criar ou desenvolver as suas startups.
A abertura da infra-estrutura, que ocupa uma área de 60.000 metros quadrados, representa um marco importante para o reforço do ecossistema nacional de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e promoção da inovação, estando a sua gestão confiada a uma empresa pública, nos termos do Decreto Presidencial n.º 77/26, publicado em Maio último.
Em declarações à imprensa, o chefe de Estado afirmou que a infra-estrutura chega no momento certo, “porque um país quer se desenvolver tem de prestar atenção à ciência e à tecnologia”.
Neste âmbito, referiu-se à construção do futuro Hospital Universitário, cuja conclusão está prevista para o próximo ano, bem como de novas infra-estruturas ligadas ao Instituto de Ciências da Saúde, à Faculdade de Medicina, à Faculdade de Engenharia, ao Desporto e às Humanidades.
Uma atenção especial à educação e ensino superior

Apresentação do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda – Créditos: D.R
A estratégia, segundo o Presidente, passa por replicar no sector da educação e do ensino superior a estratégia seguida nos últimos anos na saúde, combinando a construção de infra-estruturas com a formação e admissão de quadros.
A este respeito, o Chefe de Estado anunciou a continuação da expansão da rede de ensino superior em várias províncias do país. Entre os projectos em execução ou com arranque previsto para este ano constam a terceira fase da Universidade do Namibe, institutos superiores politécnicos nas cidades de Ondjiva, Soyo, Luena, Cuito, Ndalatando e Sumbe, além da reabilitação das Faculdades de Economia e de Ciências da Universidade Agostinho Neto.
Anunciou também estarem previstas novas infra-estruturas para a Universidade Rainha Njinga, Universidade 11 de Novembro, Universidade Katyavala Bwila e para o ISCED de Benguela, no município da Baía Farta.
João Lourenço referiu-se ainda a existência de um conjunto de projectos que aguardam apenas o financiamento para o seu início, entre os quais os projectos dos ISCED do Huambo, Lubango, Uíge, da Universidade José Eduardo dos Santos, Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Universidade do Cuito Cuanavale e da Universidade Kimpa Vita.
“O sector do Ensino Superior tem que acompanhar estes projectos com a formação do homem e lançar concursos públicos para admissão de pessoal que vai pôr em funcionamento, nos próximos anos, todas essas infra-estruturas, em número bastante grande, quer aquelas que já estão em construção, quer as últimas que eu anunciei, mas que estamos atrás do financiamento”, referiu.
Capacidades do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda

Vista aérea do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda – Créditos: D.R
Orçado em 100 milhões de dólares norte-americano, sendo 90 milhões disponibilizados pelo Banco Africano de Desenvolvimento e 10 milhões pelo Estado angolano, o parque conta com nove edifícios novos que se juntam aos antigos edifícios das faculdades de Engenharia e de Ciências Sociais, da Universidade Agostinho (UAN), que funcionam no recinto e beneficiaram de reabilitação.
Além dos estudantes da UAN, a infra-estrutura vai beneficiar também directamente o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação, a Agência Reguladora de Energia Atómica e o Centro Nacional de Investigação Científica.
Entre as partições que compõem o parque constam laboratórios especializados, um centro de investigação científica, incubadora de empresas tecnológicas, biblioteca, auditório com 250 lugares, áreas empresariais, espaços de formação, escritórios e restaurantes.
Em 2024, aquando da vista de constação efectuada pelo Presidente da República ao local, o coordenador do Projecto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia, Ricardo Queirós, garantiu que o parque vai garantir 155 bolsas de estudo em pós-graduação, no Brasil e em Portugal, e outras 850 para meninas de famílias carenciadas que frequentem o ensino secundário, além de patrocinar 40 programas de investigação científica.
A cerimónia inaugural, realizada esta sexta-feira (19) foi testemunhada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, demais membros do Executivo e convidados.



