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O Governo redefiniu o número de activos a transferir para a esfera privada no âmbito do Programa de Privatizações (Propriv), colocando a Unitel e Angola Telecom na lista de empresas a privatizar até final deste ano. A informação foi avançada pelo secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, no final da reunião da Comissão Nacional Interministerial (CNI), realizada na terça-feira, 24 de Fevereiro.
De acordo com o governante, há mais dois activos públicos do sector de Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social que sairão da alçada do Executivo, designadamente o Grupo Média Nova e a TV Zimbo.
Além desses quatro activos, o Estado angolano assumiu ainda o compromisso de transferir para o domínio privado mais seis empresas, nomeadamente Banco de Comércio Angola, Endiama, Nova Cimangola, Standard Banco Angola, TAAG e a Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial.
“São esses os activos que a Comissão Interministerial do Programa de Privatizações irá focar para garantir que, dentro do ano 2026, esses processos possam ser concluídos, assegurando assim a conclusão do Programa de Privatizações”, assegurou o secretário de Estado.
Unitel e Angola Telecom vão à privatização após desempenho positivo em 2024
A decisão do Governo em privatizar as duas empresas de telefonia móvel surge depois das duas empresas fecharem o exercício económico de 2024 com resultado líquido positivo.
Por exemplo, a Unitel, maior operadora móvel do país, fechou o ano antepassado com lucro de 99,4 mil milhões de kwanzas, quase o triplo do valor obtido em 2023, quando o resultado líquido fixou-se em 34,6 mil milhões Kz, o que representou um crescimento de 183%.
Já a Angola Telecom, que tinha encerrado 2023 com prejuízos de 14,9 mil milhões Kz, saiu do ‘terreno negativo’ em 2024, registando lucros de 233 milhões Kz. Apesar do lucro alcançado no ano antepassado, a KPMG, auditor externo, aplicou quatro reservas nas contas da Angola Telecom do referido período.




