De acordo com o mais recente relatório da Africa Data Centres Association (ADCA), Angola consta da lista de países que já começaram a integrar a inteligência artificial (IA) nos seus processos económicos, com uma taxa de adopção situada entre 1% a 10%.
Este posicionamento, ainda modesto quando comparado com economias mais avançadas como os Emirados Árabes Unidos (59,4%) ou Singapura (58,6%), coloca o país num grupo de nações africanas que estão a dar os primeiros passos na incorporação da IA em sectores como finanças, telecomunicações e administração pública, beneficiando dos recentes investimentos em infra-estrutura digital.
A entrada de Angola no radar da adopção da inteligência artificial acontece num momento em que o continente africano desperta para o potencial transformador desta tecnologia. Esta abordagem pragmática permite aumentar a capacidade de processamento gráfico (GPU) gradualmente, evitando investimentos excessivos antes que a procura se materialize.
O relatório da ADCA sublinha que governos e empresas africanas mantêm uma postura prudente em relação à IA, fundamentalmente por razões de cibersegurança e privacidade dos dados. As incertezas sobre a utilização de informação para treino de modelos e o armazenamento de dados sensíveis continuam a funcionar como um travão à adopção generalizada.
Tal como aconteceu nos primórdios da Internet, o relatório prevê que a adopção da IA venha a atravessar fases de aceleração súbita, seguidas de períodos de consolidação. Os fornecedores globais de conteúdo já estão a movimentar-se nesse sentido, aproximando a capacidade de inferência, redução da latência e melhoria da experiência digital.




