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Startups africanas captaram mais de 200 milhões de dólares em Fevereiro

BAD e Comissão Europeia investem mais de 7 milhões de euros para apoiar startups africanas
O financiamento de startups em África registou uma recuperação em Fevereiro com 40 empresas a captar até 272 milhões de dólares norte-americano, valor impulsionado por grandes negócios de capital próprio e dívida, acima da média mensal do último ano e em forte crescimento face aos 174 milhões registados em Janeiro.
 
Grande parte do capital concentrou-se em poucas empresas, com seis startups a responder por cerca de 80% do total angariado, reforçando a tendência de concentração em negócios de maior escala.

February 2026: We’re back on track 👟 by Max Cuvellier Giacomelli

40 ventures raised at least $100k last month and bagged a total of $272m+ in funding, putting the year back on a stronger footing

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Entre os maiores investimentos destacam-se a Spiro, empresa de mobilidade elétrica sediada no Benim, que garantiu 57 milhões de dólares em financiamento por dívida; a plataforma egípcia de supermercados online Breadfast, com 50 milhões de dólares numa ronda pré-Série C; e a GoCab, na Costa do Marfim, que obteve 45 milhões de dólares em dívida e capital próprio.
 
Outros investimentos relevantes incluem a Terra Industries, na Nigéria, com 22 milhões de dólares, o grupo educativo Enko Education, na África do Sul, com 22 milhões de dólares em dívida, e a fintech Lula, também na África do Sul, com 21 milhões de dólares junto da instituição financeira de desenvolvimento holandesa FMO.
 
O relatório indica que os investimentos em capital próprio representaram 54% do total captado, enquanto a dívida correspondeu a cerca de 45%, sinalizando a crescente procura por estruturas alternativas de financiamento face a um capital de risco mais cauteloso.
 
Em termos regionais, a África Ocidental liderou, com 53% do financiamento, seguida pela África do Norte com 24% e África Austral com 21%. Por países, o Egipto captou 64 milhões de dólares, o Benim 57 milhões, a Costa do Marfim 45 milhões e a África do Sul 44 milhões. A África Oriental registou uma queda acentuada, representando apenas 3% do total, quando em 2025 liderava com cerca de 34%.
 
Nos dois primeiros meses de 2026, as startups africanas já angariaram mais de 446 milhões de dólares, ligeiramente acima dos 417 milhões do mesmo período do ano anterior, mostrando sinais de estabilidade no ecossistema.

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