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Mais de 250 jovens angolanos participam desde a manhã desta sexta-feira, em Luanda, no NASA Space Apps Challenge 2025, um dos maiores hackathons do mundo, promovido pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e organizado localmente pela startup Luanda Lunar, em parceria com a Digital.ao e o Team Arrogância.
O evento, que decorre até domingo, reúne 26 equipas em competição e cerca de 120 participantes em oficinas práticas de pilotagem de drones, robótica, electrónica, criação de jogos e realidade aumentada.
No total, estão inscritos 258 participantes, incluindo dez equipas nacionais a competir online a partir de outras províncias e países africanos, o que faz da edição angolana a que maior número de inscrições registou em todo o continente até ao fecho desta redacção, sendo 310 ao todo, de acordo com os dados do site da competição.
Em entrevista ao Portal de T.I, o fundador da Luanda Lunar, Dom Maiato, explicou que a competição decorre em paralelo com as oficinas, permitindo que os estudantes explorem diferentes áreas tecnológicas.
“Queremos garantir que a tecnologia ultrapasse as nossas fronteiras. Este é já o hackathon com maior número de inscrições em África, o que demonstra a vitalidade da juventude angolana”, disse.
A organização definiu três categorias de prémios para a competição: inovação, melhor solução e aplicabilidade. As equipas vencedoras serão conhecidas no domingo, após 72 horas de desenvolvimento intensivo de projectos.
Dom Maiato admitiu que a dimensão do desafio foi inicialmente recebida com surpresa pela sua equipa, mas garantiu que o objectivo é dar continuidade à iniciativa em Angola.
“Isto é o marco de um novo começo. Queremos mostrar que estamos aqui, que temos voz e capacidade de criar soluções concretas. Não são apenas discursos, são resultados”, afirmou.
Para coordenador do Digital.ao, Manuel Tati, cuja instituição alberga o evento, a realização do hackathon em Angola “é um marco histórico” que junta centenas de jovens em torno da inovação.
“O que mais me impressiona é a força e a vontade de aprender, de resolver problemas locais através da inovação”, afirmou, em entrevista ao Portal de T.I, sublinhando que iniciativas internacionais como esta contribuem para valorizar talentos locais e posicionar o país no mapa tecnológico global.
Ao longo dos três dias, os participantes têm ainda acesso a palestras e sessões de mentoria conduzidas por especialistas nacionais e internacionais. A ambição, segundo os organizadores, é não apenas gerar ideias, mas transformá-las em projectos capazes de beneficiar directamente a sociedade.




