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África: Bill Gates e OpenAI propõem 50 milhões de dólares para levar IA a 1.000 clínicas

Bill Gates e OpenAI propõem 50 milhões de dólares para levar IA a 1.000 clínicas em África

A Fundação Gates anunciou esta quarta-feira (21) o lançamento da iniciativa Horizon1000 com a OpenAI, um programa que visa apoiar países africanos na aplicação da inteligência artificial (IA) aos sistemas de saúde. O projecto prevê um investimento conjunto de 50 milhões de dólares em financiamento, tecnologia e apoio técnico, com o objectivo de alcançar 1.000 clínicas de cuidados primários e as respectivas comunidades até 2028.

Segundo a Fundação Gates, a iniciativa insere-se na estratégia de reduzir a lacuna de inovação entre os países ricos e o resto do mundo, garantindo que as populações de países de baixo e médio rendimento tenham acesso mais rápido a tecnologias que salvam vidas.

“A inteligência artificial actual pode transformar os sistemas de saúde e apoiar os profissionais de saúde em todo o mundo”, refere a organização, sublinhando que as pessoas em regiões mais pobres “não deveriam ter de esperar décadas para que novas tecnologias cheguem até elas”.

A Horizon1000 será desenvolvida em parceria com líderes africanos que já se encontram na linha da frente da implementação da IA na área da saúde. O foco estará na utilização de ferramentas de IA em clínicas de cuidados primários, comunidades e residências, com o objectivo de apoiar, e não substituir, os profissionais de saúde.

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Escassez crítica de profissionais de saúde

De acordo com os dados apresentados, um dos principais desafios enfrentados pelos sistemas de saúde nos países mais pobres é a escassez extrema de profissionais qualificados. Na África Subsaariana, região que apresenta a maior taxa de mortalidade infantil do mundo, existe um défice de quase seis milhões de profissionais de saúde.

Esta falta de recursos humanos, aponta a organização, coloca os profissionais no terreno sob enorme pressão, obrigando-os a atender um número excessivo de pacientes com pouco apoio administrativo, tecnologia limitada e directrizes clínicas desactualizadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a baixa qualidade dos cuidados de saúde contribua para 6 a 8 milhões de mortes por ano em países de baixo e médio rendimento, sem contar com os milhões de óbitos associados à ausência total de acesso a serviços de saúde.

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Ruanda como país-piloto

O Ruanda surge como o primeiro país a integrar a iniciativa. Actualmente, o país dispõe de apenas um profissional de saúde por cada 1. 000 habitantes, muito abaixo da recomendação da OMS, que aponta para cerca de quatro por cada mil. Ao ritmo actual, seriam necessários 180 anos para colmatar esta lacuna.

No âmbito da reforma 4×4, o ministro da Saúde ruandês, Sabin Nsanzimana, anunciou recentemente a criação de um Centro de Inteligência em Saúde com Inteligência Artificial, em Kigali, destinado a garantir uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis.

Para Bill Gates, a IA pode representar uma mudança estrutural no sector. “A IA é a terceira grande descoberta a transformar a medicina, depois das vacinas e dos antibióticos”, afirmou, defendendo que esta tecnologia pode ser decisiva para expandir o acesso a cuidados de saúde de qualidade em contextos marcados por carências profundas de profissionais e infra-estruturas.

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Tecnologia ao serviço da saúde global

A Fundação Gates considera que a actual geração de modelos de linguagem e de aprendizagem automática está a evoluir mais rapidamente do que o inicialmente previsto, com impacto crescente em áreas como a ciência, a educação e o atendimento ao público.

No sector da saúde, a IA já permite reduzir a carga administrativa dos médicos, automatizar registos clínicos e melhorar a eficiência dos serviços. Em países com sistemas de saúde frágeis, a tecnologia pode, segundo a fundação, tornar-se um verdadeiro “divisor de águas”.

“Esta parceria com a OpenAI, governos, inovadores e profissionais de saúde na África Subsaariana é um passo em direcção ao tipo de inteligência artificial de que precisamos em maior quantidade: sistemas que ajudem pessoas em todo o mundo a enfrentar desafios geracionais”, refere Bill Gates.

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A Fundação Gates afirma manter-se optimista quanto ao potencial da IA para melhorar a vida de milhares de milhões de pessoas em países de baixo e médio rendimento e espera ver, nos próximos anos, profissionais de saúde africanos a utilizar estas soluções na prática.

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