Angola foi reconhecida como uma das cinco maiores economias espaciais do continente africano, ao lado da África do Sul, Marrocos, Argélia e Nigéria. O anúncio foi feito pelo CEO da consultora Space in Africa, Temidayo Oniosun, durante a sessão de abertura da conferência NewSpace Africa 2026.
De acordo com o responsável, o Programa Espacial Angolano atingiu um nível de maturidade e capacidade que o equipara às nações mais avançadas do sector em África, reflectindo a crescente influência do país na indústria espacial emergente do continente.
A conferência NewSpace Africa 2026, considerada a maior cimeira do sector em África, reuniu na sua sessão inaugural representantes das principais agências espaciais do continente, incluindo Argélia, Nigéria, África do Sul e Egipto. O evento serve como plataforma anual para debate de políticas, parcerias e inovação tecnológica no domínio aeroespacial.
Num painel dedicado a discutir formas de catalisar a economia espacial comercial africana, o director geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional de Angola, Zolana João, sublinhou que o país desenvolveu o seu programa espacial de raiz, apostando na capacitação interna e na soberania tecnológica.
“Hoje oferecemos serviços com impacto tanto nacional como regional”, afirmou.
O responsável destacou ainda que o continente regista um interesse crescente na fabricação de satélites, capacidades de lançamento e desenvolvimento de infra-estrutura aeroespacial mais ampla.
Os avanços iniciais no desenvolvimento de pequenos satélites e os emergentes programas de lançamento estão a ajudar a integrar África de forma mais sólida nas cadeias de valor espaciais globais, com a indústria espacial africana a projectar um valor aproximado de 39 mil milhões de dólares até 2030.




