Elon Musk revelou que as suas empresas, SpaceX e Starlink, estão a desenvolver novos telemóveis com chipsets capazes de se ligar directamente a satélites.
Durante a sua intervenção no ALL-IN Summit, Musk afirmou que estes dispositivos “deverão começar a ser comercializados dentro de dois anos”, oferecendo conectividade global de alta largura de banda sem depender das operadoras móveis tradicionais.
Musk reconheceu, no entanto, que as operadoras regionais, como a MTN, Airtel e Vodacom em África, não desaparecerão de um dia para o outro.
“Elas ainda têm espectro. Mas sim, poderão ter a Starlink como têm a AT&T ou a Verizon”, comentou, sugerindo um futuro de coexistência competitiva.
A iniciativa da Starlink deixou de ser um conceito abstrato para o continente africano. Com o serviço licenciado em quase metade dos países e planos para estar activa, em pelo menos 20 nações até ao primeiro semestre de 2026, a empresa ambiciona alcançar mais de 45 países africanos até final de 2026.
Perante esta nova realidade, alguns países já estão a tomar medidas proativas. A Nigéria, a maior economia africana, assinou em Junho um acordo com a empresa chinesa Galaxy Space para implementar comunicação via satélite directa para dispositivos em todo o seu território.
O anúncio de Musk está a gerar um debate global intenso sobre o futuro da conectividade móvel. A promessa de poder “ver vídeos em qualquer lugar” no telemóvel, directamente de um satélite, está a acelerar a competição e a forçar uma inovação sem precedentes no sector.




