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ADF 2026: Unitel reconhece que a IA exige maior escalabilidade da actual rede de comunicação

ADF 2026: Unitel reconhece que a IA exige maior escalabilidade da actual rede de comunicação

Durante o Angola Digital Forum 2026, o director de IP e Transmissão da Unitel, N’silu Ferreira, foi confrontado com uma questão central para o futuro digital do país. O moderador do painel que falou sobre Conectividade e Infra-estrutura na era da Inteligência Artificial (IA), Zedilson de Almeida, perguntou o que muda concretamente na rede de telecomunicações quando o destino final deixa de ser apenas a voz e os dados e passa a ser o suporte da IA.

N’silu Ferreira respondeu que a rede de comunicação da Unitel é concebida maioritariamente para responder aos serviços mais comuns desde o período pós-paz. Na sua explicação, o grande objectivo da Unitel sempre foi unir o maior número possível de angolanos através de serviços de telecomunicações, razão pela qual a rede foi desenhada para servir a voz, os dados, as empresas e os pequenos empreendedores.

Contudo, o director da Unitel reconheceu que a introdução da IA impõe novas exigências à infra-estrutura de comunicações. De acordo com o especialista, a rede terá de se tornar mais escalável, o que implicará investimentos crescentes no aumento da capacidade de tráfego. Justificou esta necessidade com o facto da IA gerar volumes enormes de dados que precisam de ser suportados pela rede.

Foi neste contexto que o responsável enquadrou o investimento da Unitel no cabo submarino 2Africa, o maior do mundo, com 45 mil quilómetros e 180 Tbps de capacidade, que liga 33 países. N’silu Ferreira classificou este cabo como um dos investimentos estratégicos da operadora, precisamente para permitir que Angola continue a liderar como centro ou hub de telecomunicações na região.

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O director da Unitel adiantou ainda que a operadora acredita que este investimento permitirá não apenas manter os serviços de voz e internet, mas também atrair grandes investidores para Angola. Na sua perspectiva, a presença deste cabo confere ao país uma vantagem competitiva na região.

Ferreira deixou assim implícito que, embora a rede actual não esteja preparada para as exigências do processamento dos dados da IA, o cabo 2Africa representa uma base estratégica que pode acelerar os investimentos necessários. A Unitel mostra-se consciente de que o desafio agora é tornar a rede mais escalável para processar os enormes volumes de dados que a IA exige.

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