3
O País expandiu a Rede Nacional de Banda Larga em mais de 1.300 quilómetros de fibra óptica entre 2022 e 2026, criou pontos de acesso gratuito à Internet nas 18 províncias e estruturou a Cloud Nacional e o Data Center do Governo, segundo o balanço do sector das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social apresentado esta quinta-feira (16) pelo Presidente da República, João Lourenço, no discurso sobre o Estado da Nação.
De acordo com o Chefe de Estado que falava à Nação a partir da Assembleia Nacional, os projectos implementados nesse período permitiram alargar a cobertura das redes móveis, com tecnologias 3G, 4G e 5G, e disponibilizar acesso gratuito à Internet a cerca de oito milhões de cidadãos, no âmbito das iniciativas de expansão da conectividade e inclusão digital.
Entre os programas foram destacados o N’gola Digital, a Escola Conectada e o Conecta Angola, que levaram computadores e conectividade a estudantes e comunidades, incluindo zonas remotas através do ANGOSAT-2, com o Executivo a prever a continuidade da expansão da fibra óptica e a melhoria da cobertura móvel em todo o território nacional.
No domínio das infra-estruturas públicas digitais, João Lourenço destacou a estruturação da Cloud Nacional e do Data Center do Governo, iniciativas destinadas a reforçar a disponibilização de serviços digitais e a segurança dos sistemas da Administração Pública.
O Presidente da República referiu-se também a aprovação da Estratégia Nacional de Cibersegurança e a estruturação do Centro Nacional de Cibersegurança, medidas enquadradas nos esforços para reforçar a protecção dos serviços digitais e a confiança dos cidadãos nas tecnologias de informação.
Governação electrónica e serviços públicos
No âmbito da transformação digital da Administração Pública, o Chefe de Estado destacou a aprovação do Projecto de Aceleração Digital de Angola (PADA), financiado pelo Banco Mundial, que visa expandir a conectividade, reforçar as infra-estruturas públicas digitais e melhorar a interoperabilidade e a segurança dos sistemas do Estado.
Visa, igualmente, promover o uso produtivo das tecnologias digitais e criar condições para a modernização dos serviços públicos, a melhoria do ambiente de negócios e o alargamento das oportunidades económicas no país.
Segundo os dados apresentados no discurso, Angola passou a integrar o grupo B, correspondente a um nível elevado de maturidade, no Índice de Maturidade de Governação Electrónica do Banco Mundial, em 2025, conforme reportado anteriormente pelo Portal de T.I.
No Índice de Governo Electrónico das Nações Unidas, referiu, o país alcançou 0,41 pontos em 2024, enquanto a sua posição no indicador de participação digital passou do 168.º lugar para o 152.º no mesmo ano
Modernização da comunicação social e sector espacial
A modernização tecnológica dos órgãos de comunicação social públicos também mereceram destaque, com o chefe de Estado a citar intervenções no Centro de Produção da Camama, nos centros provinciais e no centro de formação, além da expansão do sinal da Rádio Nacional de Angola e da formação de mais de 1.100 profissionais do sector.
No domínio espacial, o Presidente destacou a utilização do ANGOSAT-2 e o início do Sistema de Observação da Terra, iniciativas que, segundo o Presidente, vão ampliar as capacidades nacionais de conectividade e recolha de informação para sectores como a agricultura, o ambiente e a segurança.
João Lourenço adiantou também que o Executivo prevê desenvolver projectos ligados à Cloud Nacional, ao Programa Espacial Nacional e ao Projecto Iluminar Angola, bem como promover o roaming nacional e a partilha de infra-estruturas entre operadores móveis, com o objectivo de alargar a cobertura e melhorar a qualidade dos serviços de voz e Internet
Entre as prioridades anunciadas para os próximos anos estão a expansão da fibra óptica, o reforço da conectividade nas escolas e comunidades rurais, a modernização dos serviços públicos online, o desenvolvimento da literacia digital e o reforço da cibersegurança.



