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Angola sobe no índice de maturidade GovTech do Banco Mundial

Angola sobe no índice de maturidade GovTech do Banco Mundial
Angola melhorou a sua posição no Índice de Maturidade GovTech (GTMI) do Banco Mundial em 2025, ao passar do Grupo C para o Grupo B, entrando assim no conjunto de países com maturidade digital governamental significativa, segundo o relatório divulgado na última semana pela instituição financeira internacional.
 
O índice avalia sistemas centrais do Estado, serviços públicos digitais, participação digital dos cidadãos e habilitadores institucionais, que incluem áreas como governação, normas, capacidades, gestão de dados e segurança.
 
A evolução representa um avanço face a 2022, quando o país integrava ainda o Grupo C, reservado a Estados com iniciativas digitais em curso, mas sem uma transformação digital plenamente consolidada na administração pública. A progressão de Angola ocorre num contexto global marcado por avanços graduais e desiguais na modernização digital do sector público.
 
“Mais do que um resultado pontual, esta avaliação confirma que Angola segue um caminho consistente de modernização administrativa, alinhado com a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2027 e com o Programa do Governo. Um caminho que exige continuidade, aprofundamento da interoperabilidade, técnica e, sobretudo, institucional, e foco permanente na execução”, declarou o Instituto de Modernização Administrativa (IMA) em reacção ao relatório. 
 
De acordo com o Banco Mundial, o Grupo B inclui países que demonstram progressos consistentes na integração de sistemas governamentais, na prestação de serviços públicos digitais e no reforço do enquadramento institucional que sustenta a transformação digital. Em 2025, este grupo representa 21% das economias avaliadas, enquanto o Grupo A, o dos líderes globais, passou a concentrar 41% dos países analisados.
 
Desempenho em 2022 serviu de base para a progressão
 
No relatório de 2022, Angola apresentava um índice GTMI global de 0,552, situando-se ligeiramente abaixo da média mundial. O país evidenciava, no entanto, desempenhos diferenciados entre os vários pilares avaliados pelo Banco Mundial.
 
A prestação de serviços públicos digitais (PSDI) era o domínio mais robusto, com uma pontuação de 0,649, impulsionada por plataformas como o SEPE.gov.ao, que funciona como portal integrado de acesso a serviços do Estado. Seguiam-se os sistemas centrais do Governo (CGSI), com 0,575, e os facilitadores GovTech (GTEI), com 0,536.
 
O ponto mais frágil situava-se no engajamento digital do cidadão (DCEI), que registava 0,449, reflectindo limitações na participação cívica digital, no uso de ferramentas de consulta pública e em mecanismos estruturados de interacção entre cidadãos e instituições.
 
Apesar de integrada no Grupo C, Angola foi identificada pelo Banco Mundial como caso de boa prática dentro deste grupo, reconhecimento atribuído a um número restrito de países africanos, devido à existência de uma estratégia nacional de transformação digital e de uma abordagem de governação transversal.
 
Avanço confirmado em 2025
 
A entrada no Grupo B coloca Angola no conjunto de países africanos e europeus com maior consolidação institucional da agenda GovTech, tais como Gana, Nigéria, África do Sul, Liechtenstein, Polónia e Roménia, sinalizando uma melhoria efectiva no grau de maturidade digital do sector público.
 
Segundo o Banco Mundial, a transição entre grupos não é automática nem frequente. Entre ciclos de avaliação, a maioria das economias tende a permanecer no mesmo patamar, sendo as subidas de grupo indicativas de progressos institucionais relevantes e sustentados.
 
O relatório de 2025 destaca ainda que, globalmente, houve uma redução do número de países nos Grupos C e D, o que aponta para uma evolução positiva da transformação digital governamental, embora com ritmos distintos entre regiões e níveis de rendimento.
 
Reforço da interoperabilidade e participação cidadã
 
A subida de Angola no índice não significa que o país tenha atingido um nível de excelência digital comparável ao dos líderes globais, maioritariamente economias de rendimento elevado. Significa, sim, que o país ultrapassou a fase de implementação fragmentada e passou a evidenciar uma maturidade institucional mais consistente na utilização de tecnologias digitais ao serviço da administração pública.
 
O Banco Mundial sublinha no documento que os principais desafios para países do Grupo B residem agora no aprofundamento da interoperabilidade entre sistemas, no reforço da participação cidadã digital e na consolidação de ecossistemas GovTech que envolvam o sector privado e a inovação local.
 
Enquanto instituição criada no contexto das reformas e referência técnica nesta matéria, o Instituto de Modernização Administrativa reafirma, em comunicado, o seu compromisso em consolidar as reformas, reforçar a cooperação entre instituições e transformar a digitalização do Estado em valor público, contribuindo para uma Angola mais eficiente, mais integrada e mais próspera para os seus cidadãos.

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