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Startups africanas captaram mais de 700 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026

Startups africanas captam mais de 700 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026 As startups africanas captaram 711 milhões de dólares norte-americanos no primeiro trimestre de 2026, distribuídos por mais de 80 negócios registados no continente, segundo dados da TechCabal Insights, que acompanha o fluxo continental de investimentos no ecossistema tecnológico. Apesar de cerca de 18% das operações não terem divulgado valores, o montante conhecido reflecte uma actividade consistente, com financiamento repartido entre capital próprio, dívida e doações. Segundo os dados, o Egipto liderou a captação de investimento com 154 milhões de dólares, seguido da África do Sul com 134 milhões, enquanto Quénia (98 milhões) e Nigéria (94 milhões) completam a geografia dos principais destinos de capital no arranque do ano. Entre os países da África Austral listados está Angola, com 1 milhão de dólares captado, atrás de Madagáscar (5 milhões) e Zâmbia (11 milhões). Em termos sectoriais, a fintech manteve-se como principal foco dos investidores no continente, ao concentrar 221 milhões de dólares, seguida pelas áreas de energia e água, com 141 milhões, e pelos sectores de logística e transportes, que registaram 149 milhões de dólares em investimentos. O período ficou igualmente marcado por uma intensificação das fusões e aquisições, com mais de 30 operações registadas. Entre os destaques estão a aquisição da Mono pela Flutterwave e a expansão da Moniepoint no Quénia através do Sumac Microfinance Bank, numa estratégia de consolidação e entrada em novos mercados. Apesar do dinamismo, o crescimento teve custos, com mais de 1.300 demissões registadas apenas no primeiro trimestre. A empresa queniana de tecnologia climática KOKO dispensou cerca de 700 trabalhadores, enquanto startups como a Kuda, da Nigéria, reduziram equipas para recentrar operações, incluindo apostas na Inteligência Artificial. O ambiente competitivo e a pressão por rentabilidade levaram também ao encerramento ou retirada de algumas operações, com a nigeriana Jumia a sair da Argélia e a norte-americana Uber a encerrar as suas actividade na Tanzânia. Em paralelo, foram registadas mais de 18 expansões internacionais, sinalizando uma nova fase de crescimento. Startups como a nigeriana Lemfi alargaram operações para mercados fora de África, enquanto outras reforçaram presença regional, indicando uma estratégia cada vez mais orientada para a escala global.
As startups africanas captaram 711 milhões de dólares norte-americanos no primeiro trimestre de 2026, distribuídos por mais de 80 negócios registados no continente, segundo dados da TechCabal Insights, que acompanha o fluxo continental de investimentos no ecossistema tecnológico.
 
Apesar de cerca de 18% das operações não terem divulgado valores, o montante conhecido reflecte uma actividade consistente, com financiamento repartido entre capital próprio, dívida e doações.
 
Segundo os dados, o Egipto liderou a captação de investimento com 154 milhões de dólares, seguido da África do Sul com 134 milhões, enquanto Quénia (98 milhões) e Nigéria (94 milhões) completam a geografia dos principais destinos de capital no arranque do ano.
 
Entre os países da África Austral listados está Angola, com 1 milhão de dólares captado, atrás de Madagáscar (5 milhões) e Zâmbia (11 milhões).
 
Startups africanas captam mais de 700 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026

Créditos: TechCabalInsights

 
Em termos sectoriais, o estudo indica que as fintechs mantiveram-se como principal foco dos investidores no continente, ao concentrar 221 milhões de dólares, seguida pelas áreas de energia e água, com 141 milhões, e pelos sectores de logística e transportes, que registaram 149 milhões de dólares em investimentos.
 
O período ficou igualmente marcado por uma intensificação das fusões e aquisições, com mais de 30 operações registadas. Entre os destaques estão a aquisição da Mono pela Flutterwave e a expansão da Moniepoint no Quénia através do Sumac Microfinance Bank, numa estratégia de consolidação e entrada em novos mercados.
 
Apesar do dinamismo, o crescimento teve custos, com mais de 1.300 demissões registadas apenas no primeiro trimestre. A empresa queniana de tecnologia climática KOKO dispensou cerca de 700 trabalhadores, enquanto startups como a Kuda, da Nigéria, reduziram equipas para recentrar operações, incluindo apostas na Inteligência Artificial.
 
O ambiente competitivo e a pressão por rentabilidade levaram também ao encerramento ou retirada de algumas operações, com a nigeriana Jumia a sair da Argélia e a norte-americana Uber a encerrar as suas actividade na Tanzânia.
 
Em paralelo, foram registadas mais de 18 expansões internacionais, sinalizando uma nova fase de crescimento. Startups como a nigeriana Lemfi alargaram operações para mercados fora de África, enquanto outras reforçaram presença regional, indicando uma estratégia cada vez mais orientada para a escala global.

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