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A Argélia inaugurou o seu primeiro cluster de startups dedicado à inteligência artificial (IA) e à segurança cibernética, num esforço orientado para estruturar o ecossistema de inovação e fortalecer o papel das startups de tecnologia na economia, sustentado com políticas voltadas à redução da dependência de soluções estrangeiras e o fomento de capacidades locais.
O polo de inovação foi concebido para reunir startups, pesquisadores e representantes da indústria num ambiente integrado que apoia a colaboração, o desenvolvimento de produtos e a expansão.
Ao centralizar recursos e conhecimento especializado, a iniciativa pretende acelerar a inovação em áreas cruciais tanto para o crescimento económico quanto para a cibersegurança deste que é o maior país do continente africano em extensão territorial.
Espera-se que as startups participantes se beneficiem de mentoria, suporte técnico e potencial acesso a financiamento, permitindo que elas avancem com mais eficiência do conceito à comercialização.
A iniciativa é liderada por três ministérios, Ensino Superior, Economia do Conhecimento e Telecomunicações, e integra uma estratégia governamental que visa alcançar 20.000 startups até 2029, atribuindo às universidades um papel central como polos de inovação e de formação de talento.
Em Junho de 2025, as autoridades reportaram a existência de 1.600 microempresas, 130 startups e 1.175 projectos classificados como “inovadores”, além de mais de 2.800 patentes registadas.
Aberto na última semana, o cluster de startups dedicado à IA e à segurança cibernética está integrado ao Polo Científico e Tecnológico Abdelhafid Ihaddaden, inaugurado em 2024, que se estende por 87 hectares e inclui quatro escolas nacionais focadas em matemática, nanociências, sistemas autónomos e inteligência artificial.
A infra-estrutura, que recebeu o nome do primeiro físico nuclear da Argélia, falecido em 1961, tem capacidade para acolher 20.000 estudantes e dispõe de residências para 11.000.




