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Venda de telemóveis 2G em Angola deve ser proibida

O director-geral da Unitel, Miguel Geraldes, defendeu nesta quarta-feira (30), a ideia de que a venda de telemóveis que possuem a capacidade de internet 2G deve ser proibida no país, por considerar que os mesmos interferem na qualidade do processo de transição e inclusão financeira digital em Angola.

Miguel Geraldes, que interveio no painel sobre “Desenvolvimento e Acesso às Comunicações Como Factor Para a Digitalização” da conferência sobre “Transformação Digital”, disse que cerca de 40% ou mais dos usuários nacionais de internet usam telemóveis com rede 2G, factor que dificulta a digitalização no país, tendo acrescentado que os telemóveis com internet 2G não permitem que as pessoas tenham acesso aos serviços financeiros digitais.

Por sua vez, o representante da Africell, Gonçalo Farias, defendeu que a digitalização e inclusão financeira não é condicionada pelo uso de telemóveis com redes 2G, tendo apontado o M-PESA como um exemplo de inclusão financeira digital promovida em telemóveis 2G, e que possibilita qualquer pessoa aceder os serviços financeiros móveis mesmo não tendo um dispositivo com recurso à internet de quarta ou quinta geração.

De salientar que a conferência em que foi abordado a questão dos telemóveis 2G foi realizada pela revista Economia e Mercado, numa unidade hoteleira, em Luanda. Esta que foi a sua quinta edição, esteve subordinada ao tema “Telecomunicações como Factor de Inclusão Digital e Financeira”, e contou com a presença de entidades proeminentes do sector tecnológico, como o Secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Pascoal Fernandes, que presidiu o discurso de abertura do evento.

 

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