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O relatório anual da Canalys, relactivo ao mercado africano de telemóveis inteligentes no 2.º trimestre de 2025, destaca a manutenção da liderança do mercado pela Transsion, a expansão da Samsung para além da África do Sul e o salto da Xiaomi para o terceiro lugar em representação de mercado no continente.
De acordo com o documento, a Transsion, empresa que detém as marcas Tecno e Itel, continua a ser a maior marca no continente, detendo 51% das participações de mercado entre as marcas. No segundo trimestre de 2025, a empresa cresceu 6% em relação ao ano anterior, alcançando 9,7 milhões de dispositivos enviados ao continente.
No mesmo período, a Samsung cresceu 3% e expandiu a sua presença para além da África do Sul, chegando ao Egipto e à Nigéria com distribuição localizada, mais pontos de venda e lançamentos acessíveis, como o Galaxy A06. Neste período, foram registadas 3,4 milhões de dispositivos enviados ao continente.
A Xiaomi teve um crescimento anual de 32% e garantiu o terceiro lugar entre as principais as marcas no continente. A marca fundada por Lei Jun detém agora 14% em participação de mercado, com 2,8 milhões de dispositivos inseridos no mercado africano neste período.
“Os mercados rurais de África emergem como o próximo grande campo de batalha, onde o acesso limitado aos serviços bancários tradicionais está a impulsionar a procura pelo mobile money, fintech e serviços digitais”, refere Manish Pravinkumar, analista sénior da Canalys.
O relatório observa que a acessibilidade continua a ser a maior barreira, forçando os fornecedores a investir em modelos de custo ultra-baixo, esquemas de financiamento de dispositivos e estratégias localizadas.
Ao mesmo tempo, o documento refere que África deixa de ser apenas um centro de consumo para se tornar uma base de montagem, com Egipto e Etiópia a liderarem a corrida, enquanto o Uganda e a Argélia constroem ecossistemas menores com o mesmo o objectivo: trazer a produção dos dispositivos para o continente.
A Canalys prevê que a convergência da produção local e a adopção de finanças digitais moldarão a próxima onda de crescimento sustentável, posicionando o continente como um campo de testes para marcas globais.




