A Vice-Presidente da República de Angola, Esperança da Costa, visitou nesta quarta-feira (19), o Centro de Desenvolvimento e Cooperação de Inteligência Artificial (IA) China-BRICS, em Shangai, na China. A visita, que ocorreu no âmbito de uma intensa agenda de trabalho de três dias na metrópole chinesa, destacou o interesse de Angola em acompanhar e integrar-se na vanguarda da inovação tecnológica mundial.
Num testemunho partilhado nas suas redes sociais, a Vice-Presidente referiu que visitou o Centro de Desenvolvimento e Cooperação de IA China- BRICS, após ter passado pelo Centro de Pesquisa, Produção e Desenvolvimento da Huawei”.
“No Centro de Desenvolvimento e Cooperação de Inteligência Artificial fomos informados sobre os desafios das tecnologias e da IA nos BRICS e nos países do Sul Global”, acrescentou:
A visita ao Centro, que representa um dos eixos da cooperação estratégica entre os países do bloco BRICS, surge num momento particularmente significativo para Angola. O país, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, colocou recentemente em consulta pública uma proposta de lei para regular a IA. A experiência internacional observada em Shangai é crucial para informar e moldar este quadro legal, que visa criar um ambiente seguro e propício para o desenvolvimento e aplicação ética da IA em Angola.
No seu relato, Esperança da Costa enfatizou a importância do momento tecnológico: “Estamos cientes de que a era digital veio para ficar e que é preciso trabalhar no fomento da pesquisa, inovação e desenvolvimento de IA”. A governante revelou ainda um dado relevante para o continente: do conjunto de países com os quais o Centro coopera, está a Nigéria, único país africano de momento, apesar de pretender abranger os demais países africanos.
Ao despedir-se de Shangai, cidade que acolheu também a 8ª Conferência Mundial de Cultura de Taihu e o Fórum Feminino Cinturão e Rota, Esperança da Costa afirmou que Angola vai trabalhar mais para aproveitar o progresso económico. A declaração reforça a intenção do país em não ser um mero espectador, mas sim um participante activo na revolução digital, usando ferramentas como a IA para impulsionar o seu desenvolvimento socioeconómico.




