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O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) assinou um memorando de entendimento com a SES Satellites, uma das principais operadoras de satélites do mundo, com o objetivo de impulsionar o programa espacial angolano e expandir a conectividade digital em África.
No seu Linkedin, o director do GGPEN, Zolana João, saudou a parceria, sublinhando que fortalece e aumenta as capacidades do programa espacial nacional, ao mesmo tempo que promove a inovação e a formação alargando o alcance do Angosat-2 e do Conecta Angola.
“A nossa parceria com a SES fortalece o programa espacial de Angola, aumentando as capacidades, promovendo a inovação e a formação e alargando o alcance do Angosat-2 e do Conecta Angola a mais comunidades africanas”, escreveu.
O gestor destacou também as capacidades da SES, descrevendo-a como uma rede multi-órbita (GEO, MEO e LEO) que oferece cobertura a 99% da população mundial, “permitindo uma comunicação que realmente chega a todos os cantos”.
Espera-se que essa capacidade ajude a ampliar o alcance tanto do Angosat-2 quanto do programa Conecta Angola para mais comunidades africanas, numa altura que o satélite angolano já conecta mais de 400 mil pessoas no país, segundo dados avançados em Fevereiro último por Zolana João.
À data, o director do GGPEN afirmou que a Internet via satélite era o único caminho para os países africanos preencherem a lacuna existente na cobertura, num continente onde apenas 36% das pessoas estão conectadas.
“Temos operado com sucesso este satélite (Angosat-2) e até agora conectamos mais de 400 mil pessoas em Angola. Como sabe, e continuo a defender, a Internet via satélite é o único caminho para preenchermos a lacuna existente no continente onde apenas 36% das pessoas estão conectadas“, disse.
Este número representa um aumento de cerca de 100 mil pessoas conectadas via Angosat-2 em regiões nunca antes conectadas, uma vez que os dados avançados pelo GGPEN em Outubro de 2024 indicavam para cerca de 300 mil pessoas conectadas em 21 localidades de 14 províncias.
Ao aliar a experiência da SES às capacidades do programa espacial nacional, Angola avança na redução da lacuna digital em África e afirma-se como referência na conectividade via satélite.




