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Angola inicia processo de avaliação para implementação responsável da IA

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Angola iniciou o processo de avaliação do seu nível de preparação para a implementação responsável da inteligência artificial (IA), com o lançamento da Metodologia de Avaliação de Prontidão (RAM, na sigla inglesa), uma ferramenta desenvolvida pela UNESCO para avaliar o grau de preparação dos Estados na adopção de políticas públicas relacionadas com a ética e a governação da IA.
 
A cerimónia de lançamento realizou-se esta terça-feira (3), em Luanda, no quadro da preparação da análise conjunta entre o MINTTICS e a UNESCO sobre a governação ética da IA no país, iniciada em Fevereiro último, cerca de um ano depois de Angola ter sido seleccionada para integrar o programa internacional que aplica esta metodologia de avaliação.
 
Na ocasião, o secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Buta, destacou que o projecto constitui um passo estratégico para fortalecer a governação da IA, alinhado ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.
 
De acordo com a UNESCO, a metodologia RAM inclui avaliações quantitativas e qualitativas concebidas para recolher informação sobre diferentes dimensões do ecossistema de IA de um país, entre as quais as dimensões legal e regulatória, social e cultural, económica, científica e educacional, bem como tecnológica e infraestrutural.
 
Cada dimensão apresenta um conjunto de questões de avaliação quantitativas e qualitativas, o que, segundo a organização, diferencia a RAM de outras ferramentas de avaliação de prontidão existentes. A UNESCO refere ainda que a implementação da metodologia é adaptada às circunstâncias e características específicas de cada país.
 
O resultado final da avaliação, segundo a organização, inclui a elaboração de um relatório nacional que oferece uma visão abrangente do nível de prontidão em IA no país. O documento resume a situação actual em cada dimensão, descreve as actividades em curso, sintetiza o estado da arte e apresenta recomendações de política pública destinadas a colmatar lacunas de governação.
 
Ao adoptar esta metodologia para avaliar o seu nível de preparação na adopção de políticas públicas relacionadas com a ética e a governação da IA, Angola inicia uma nova etapa no processo de transformação digital e procura alinhar o desenvolvimento e a utilização da tecnologia com padrões internacionais de ética e boa governação.

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