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Quatro videojogos africanos foram apurados para a final mundial da GameJamPlus 2025/2026, após a realização da décima semi-final continental, que decorreu no sábado último, em Luanda, reunindo estúdios de 15 países africanos.
Os projectos seleccionados, “The Water Balance Challenge”, da Nigéria, “The Silence of Cazenga”, de Angola, “Ekasi Chicken Run”, da África do Sul, e “Scolopamine”, de Madagáscar, vão representar o continente na final internacional, a decorrer de 10 a 14 de Maio, no Brasil. O jogo “Scolopamine”, do estúdio Gwaik, de Madagáscar, foi eleito como a melhor criação desta semi-final.
A competição decorreu ao longo de oito meses, período durante o qual equipas multidisciplinares foram avaliadas com base em critérios técnicos e criativos. Angola participou com nove estúdios e 27 concorrentes na fase de apuramento.
Para além da vertente competitiva, o evento integrou sessões de capacitação e apresentação de programas da plataforma GameJamPlus, com foco no desenvolvimento da indústria de videojogos no continente.
Ao Portal de T.I, o chefe do Departamento de Apoio Empresarial do INAPEM em Luanda, Jorge Manuel, declarou que o evento mostrou o potencial dos jovens angolanos neste sector e reforçou a importância da colaboração entre instituições publicas e privadas, no apoio, orientação e desenvolvimento dos jovens.
Segundo o representante do Angola Indie Game Hub, Vivaldo Zacarias, cuja instituição realizou o evento, os projectos apurados vão integrar uma rede internacional presente em mais de 70 países, com acesso a formação e maior exposição junto do mercado global, factores que podem facilitar a sua entrada no mercado global.
O responsável acredita que Angola tem potencial criativo e já apresenta sinais de crescimento no sector dos videojogos, porém persistem desafios ligados à falta de estrutura, coordenação e apoio. Este quadro, disse, “limita o desenvolvimento dos estúdios”.
A visão é partilhada pelo coordenador do Concurso Nacional da Criação de Jogos Digitais, Gabriel Patrício, segundo o qual o mercado de videojogos em Angola já pode ser considerado uma indústria em crescimento, embora ainda necessite de melhor acompanhamento e coordenação.
Segundo a organização, a realização da semi-final em Luanda, pela segunda vez consecutiva, reflecte o posicionamento crescente de Angola neste ecossistema, num contexto em que a indústria de videojogos africana procura afirmar-se através da inovação, da formação de talento e da criação de conteúdos digitais com identidade própria.




