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Está disponível ao público o aplicativo “Benguela Ajuda”, uma plataforma digital de emergência desenvolvida em menos de 24 horas para mitigar o impacto das inundações registadas em Benguela neste domingo, 12 de Abril, após o transbordo do rio Cavaco.
Ao Portal de T.I, o engenheiro informático e desenvolvedor do aplicativo, António Teca, residente em Luanda, explicou que a plataforma funciona como um mural dinâmico onde os cidadãos podem registar pedidos de auxílio ou ofertas de donativos e serviços.
“O utilizador acede e, sem necessidade de criar conta ou palavra-passe, com recurso a autenticação anónima, escolhe se ‘Precisa de Ajuda’ ou se ‘Tem para Oferecer’”, referiu.

Créditos: D.R
Os conteúdos são organizados por categorias como água, comida, abrigo, transporte e saúde, e segmentados por bairros específicos, incluindo Bimbas, Calomanga e Tchipiandalo, o que permite identificar com maior precisão as zonas mais afectadas e direccionar a resposta de forma eficaz.
Cada publicação gera automaticamente opções de contacto directo, nomeadamente chamada telefónica, SMS e WhatsApp, ligando quem precisa a quem pode ajudar sem intermediários, enquanto um sistema de validação comunitária assinala casos resolvidos e assegura a actualização contínua da informação disponível.
A plataforma foi optimizada para funcionar em redes móveis instáveis, incluindo 2G e 3G, e adopta o modelo de Progressive Web App, o que permite a instalação no telemóvel e o acesso a dados previamente carregados mesmo em situações de falha temporária de ligação à Internet.
Disponível gratuitamente e sem fins lucrativos, na versão 1.0, considerada um MVP de emergência, o Benguela Ajuda aposta na rapidez e acessibilidade e é compatível com qualquer navegador.
A plataforma assenta numa infra-estrutura técnica baseada em Next.js e Firebase, com base de dados em tempo real, o que assegura a actualização imediata das publicações e permite que um pedido registado em Benguela seja visualizado instantaneamente por potenciais doadores noutras localidades.
Num contexto em que a informação se dispersa por múltiplos canais informais, sobretudo grupos de mensagens, a plataforma afirma-se como um ponto único de referência para melhorar a coordenação da ajuda e aumentar a eficácia da resposta humanitária no terreno.




