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O Governo vai instalar sistemas de videovigilância em zonas consideradas mais vulneráveis à vandalização de infra-estruturas eléctricas, sobretudo na província de Luanda, como resposta ao aumento de actos que, associados às chuvas, têm provocado a queda de torres e interrupções no fornecimento de energia.
O anúncio foi feito esta segunda-feira (13) pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no final da primeira sessão ordinária do Conselho Nacional de Águas, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
De acordo com o governante, os actos de vandalismo têm como objectivo comprometer o fornecimento de energia eléctrica e deixar cidades às escuras. Apesar dos constrangimentos, assegurou que as equipas técnicas estão no terreno a trabalhar de forma contínua para a reposição do serviço.
“Estamos a trabalhar dia e noite. Se for possível resolver em 48 ou 72 horas, assim o faremos. Garantimos que os trabalhos estão em curso 24 horas por dia”, declarou, citado pelo portal do Governo.
O ministro reconhece que a extensão da rede eléctrica nacional, com mais de cinco mil quilómetros de linhas, dificulta a implementação de sistemas de vigilância em toda a sua dimensão, sobretudo em zonas remotas, com vegetação densa. Por isso, apelou à colaboração das populações que vivem nas proximidades das infra-estruturas, considerando-as um elemento-chave na denúncia de actos de vandalismo.
O impacto destas acções são significativos. João Baptista Borges revelou que ocorrências recentes nas províncias de Benguela e Cuanza-Sul deixaram mais de 45 mil clientes sem energia eléctrica, com efeitos no comércio, na indústria e na vida das famílias.
Em Luanda, após as recentes chuvas, o número de torres comprometidas subiu de duas para sete, resultando em cortes de energia e constrangimentos no abastecimento à totalidade da Vida Pacífica, parte do Zango Zero, bem como nas zonas do Cazenga, Sambizanga, Mutamba, Praia do Bispo, Valódia e São Paulo.
Ao todo, mais de 45 mil famílias ficaram sem o fornecimento de energia eléctrica na capital. O ministro admitiu a existência de mais estruturas em situação crítica e explicou que entre as torres comprometidas muitas já apresentavam fragilidades, devido a vandalizações anteriores, tendo as chuvas actuado como factor determinante para a sua queda.
João Baptista Borges avançou que o levantamento dos prejuízos ainda decorre e sublinhou que o impacto social e económico da falta de energia supera os custos financeiros das intervenções necessárias.




