Os pagamentos electrónicos em Angola totalizaram 253,6 milhões de operações no primeiro semestre de 2026, movimentando 2,78 mil milhões de Kwanzas, o que representa um crescimento de 52,7% no valor face ao mesmo período de 2025, de acordo com os dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).
O canal MCX Express continua a ser o principal motor deste crescimento, com 233,9 milhões de operações e um valor movimentado de 918,9 mil milhões de Kwanzas, representando um crescimento de 67,4% face ao período homólogo.
Este desempenho reflecte a crescente adesão dos angolanos aos serviços de dinheiro móvel, que têm democratizado o acesso a serviços financeiros, especialmente em áreas onde a banca tradicional tem menor penetração.
O canal Host-to-Host (H2H) registou 9,8 milhões de operações, no valor de 1,3 mil milhões de Kwanzas, sendo o canal com o maior ticket médio, o que sugere a sua utilização preferencial para transacções de maior monta, como pagamentos ao Estado e liquidações entre empresas.
Apesar do elevado valor movimentado, o canal apresentou uma variação negativa de 41,5% face ao ano anterior.
Os canais ATM e TPA, embora com menor volume de operações, continuam a desempenhar um papel relevante no ecossistema de pagamentos electrónicos. Os ATMs registaram 8,7 milhões de operações, no valor de 510,7 mil milhões de Kwanzas, enquanto os TPAs totalizaram 1,07 milhões de transacções, no valor de 16,6 mil milhões de Kwanzas.
Em termos de variação mensal, o mês em análise (Junho) registou um total de 45,1 milhões de operações, no valor de 581,6 mil milhões de Kwanzas, o que representa um crescimento de 2,3% no número de operações e de 42,7% no valor face ao mês anterior.
A análise do primeiro semestre de 2026 confirma que os pagamentos electrónicos estão a consolidar-se como o meio preferencial dos angolanos para transacções do dia-a-dia, com o MCX Express a liderar em número de operações e o H2H a dominar em valor.



