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Angola beneficiará de 300 milhões de dólares financiados pelo Banco Mundial, para acelerar a inclusão digital, aumentar o acesso aos serviços digitais e libertar oportunidades digitais para o avanço da economia digital. A instituição financeira internacional espera que o projecto venha a mobilizar cerca de 80 milhões de dólares em investimentos do sector privado.
Enquadrado no programa de Digitalização Inclusiva na África Oriental e Austral (IDEA), o projecto foi aprovado pelo Conselho de Administração do Banco Mundial a 27 de Junho de 2024. A assinatura do acordo de financiamento está prevista para este mês, Outubro, e deverá entrar em vigor em Janeiro de 2025, sendo o Instituto de Modernização Administrativa (IMA) o responsável pela sua implementação e coordenação em Angola e o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA), a nível regional.
O projecto está estruturado em torno de três componentes técnicas: conectividade e inclusão de banda larga a preços acessíveis, ampliação de infra-estruturas públicas digitais inclusivas e segura, e utilização digital produtiva para oportunidades económicas. Segundo previsões do Banco Mundial, o projecto deverá beneficiar mais de 13 milhões de angolanos, em particular mulheres, pessoas portadoras de deficiência e pessoas em áreas de baixa renda.
O financiamento é parte dos 2,48 mil milhões de dólares disponibilizados ao programa IDEA pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) e pelo Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD). Com este fundo, o IDEA pretende reunir 15 países e comunidades económicas regionais, para ajudá-los a superar desafios ligados a cobertura limitada da Internet, infra-estruturas de dados inadequadas, acessibilidade dos dados e dispositivos, competências digitais limitadas, riscos de cibersegurança e protecção de dados.
O IDEA será implementado faseadamente ao longo de oito anos, com Angola, República Democrática do Congo e o Malaui a participarem na primeira fase. O Banco Mundial espera que outros países e organismos regionais adiram ao programa nas fases subsequentes com base na sua elegibilidade e preparação.


