A Agência Espacial Africana (AfSA, na sigla inglesa) declarou que o continente atingiu um novo patamar na exploração espacial, deixando de ver esta área como um luxo para a encarar como uma ferramenta estratégica de conhecimento público. A afirmação foi feita pelo presidente do Conselho da agência, Tidiane Ouattara, durante a 7.ª Reunião de Coordenação da União Africana em Malabo.
Segundo o especialista, os satélites e tecnologias espaciais são hoje fundamentais para monitorizar alterações climáticas, melhorar a agricultura e reforçar a segurança no continente. No entanto, reconheceu que a maioria da população ainda desconhece como estes avanços afectam o seu quotidiano.
“Temos líderes e instituições a investir no espaço, mas precisamos que os cidadãos compreendam porque isto é importante”, afirmou Ouattara. Como exemplo, citou a previsão de colheitas através de satélites e o combate ao desmatamento ilegal com imagens orbitais.
De acordo com a Tech Review Africa, para colmatar esta lacuna, a AfSA tem planos de lançar campanhas de sensibilização pública e formar jornalistas na área espacial. A iniciativa inspira-se em programas europeus como o Copernicus, que já formou centenas de comunicadores.
Para que os investimentos espaciais africanos atinjam todo o seu potencial, especialistas destacam a importância de aproximá-los da população. Democratizar o acesso ao espaço, afirmam, é essencial para que os benefícios dessa revolução cheguem de facto a todos e não fiquem restritos a um pequeno grupo.




