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Adopção responsável da IA marca abertura do Fórum Nacional de Inteligência Artificial

Adopção responsável da IA marca abertura do Fórum Nacional de Inteligência Artificial

A necessidade de uma adopção responsável da inteligência artificial (IA) dominou a abertura da 2.ª edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial, que arrancou hoje, em Luanda, sob o tema “IA, Data & Digital Transformation: Da Análise à Decisão, dos Dados ao Impacto”.

Ao intervir na sessão de abertura, o director nacional para as Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais, Hecdiantro Mena, afirmou que a IA assume hoje um papel estratégico no desenvolvimento económico, social e institucional dos países, estando entre os principais desafios a sua utilização responsável.

Segundo o governante, a questão que se coloca às sociedades modernas já não é apenas saber se devemos adoptar esta tecnologia, mas sim “como garantir que a sua adopção seja responsável, ética, segura, inclusiva e orientada para o interesse público”.

“Como nos recorda a história das grandes revoluções tecnológicas, o verdadeiro impacto da inovação não depende apenas da tecnologia criada, mas da capacidade das sociedades em orientar essa tecnologia para responder às necessidades das pessoas. É nesta perspectiva que Angola encara a Inteligência Artificial, não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um instrumento estratégico para acelerar o desenvolvimento nacional”, apontou.

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Hecdiantro Mena recorda e admite que embora haja investimento para o reforço da agenda de transformação digital, para a modernização da Administração Pública, expansão das infra-estruturas digitais, reforço da conectividade e para a promoção da inovação, a IA não se constrói apenas com algoritmos.

São necessários dados de qualidade, infra-estruturas digitais robustas, confiança e quadros capacitados, e uma governação capaz de equilibrar inovação e responsabilidade, enquadrou.

Neste sentido, destacou a parceria existente com a UNESCO, materializada por via de um estudo realizado este ano e que procurou avaliar o nível de prontidão de Angola para a adopção responsável da IA. A investigação procurou igualmente medir as capacidades existentes, identificar os desafios e definir áreas prioritárias de intervenção em domínios como governação, legislação, dados, infra-estruturas, investigação, inovação e competências digitais. Os resultados preliminares do estudo estão disponíveis aqui.

De acordo com Hecdiantro Mena, os resultados deste processo são fundamentais para orientar os próximos passos nacionais, incluindo a preparação de uma Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, que deverá estabelecer uma visão integrada para o desenvolvimento e utilização responsável da IA no país, alinhada com as prioridades nacionais e com os princípios internacionais de uma IA confiável e centrada no ser humano.

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Para o director nacional para as Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais, não há dúvidas que a IA terá um impacto profundo na economia mundial, mas observa que o valor desta tecnologia não será medido apenas pelo crescimento económico que poderá gerar. Será medido também pela capacidade de melhorar vidas, de ampliar o acesso ao conhecimento, de fortalecer os serviços públicos, de criar oportunidades para jovens e empreendedores e pela capacidade de reduzir desigualdades.

Sob esta perspectiva, o director nacional das Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais entende que para África, esta transformação representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Um desafio, porque exige investimento em infra-estruturas, competências e capacidade institucional, uma oportunidade, porque permite que os países africanos participem na construção de novos modelos de desenvolvimento baseados no conhecimento, na inovação e na criatividade.

“Angola pretende participar activamente nesta transformação. E para isso precisamos fortalecer a cooperação entre o Estado, o sector privado, as instituições académicas e centros de investigação. Nenhuma instituição, isoladamente, conseguirá responder aos desafios desta nova era”, postulou.

Segundo o governante, são necessários ecossistemas colaborativos, formação de talento nacional e incentivo à investigação.

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“Precisamos criar condições para que os jovens angolanos sejam não apenas utilizadores de tecnologia, mas também criadores de soluções inovadoras capazes de responder aos desafios do nosso país e do nosso continente”, asseverou.

Sob o lema “IA, Data & Digital Transformation: Da Análise à Decisão, dos Dados ao Impacto”, a segunda edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial reúne especialistas, académicos, representantes de organizações internacionais e instituições públicas para debater temas relacionados com a governação da inteligência artificial, dados, transformação digital, soberania digital, computação em nuvem, centros de dados, cibersegurança, produtividade e competências digitais.

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