Por: Almeida Manuel – Engenheiro Informático e Empreendedor
O crescimento das startups em Angola tem vindo a demonstrar que o país possui talento, criatividade e capacidade para desenvolver soluções tecnológicas capazes de responder aos desafios da economia moderna. O ANGOTIC 2026 voltou a confirmar esta realidade, reunindo mais de 180 startups e centenas de jovens empreendedores que encontraram no fórum uma oportunidade para apresentar projectos inovadores, estabelecer contactos e atrair potenciais investidores. Mais do que uma montra tecnológica, o evento afirmou-se como um espaço de construção do futuro digital de Angola.
Neste contexto, merece destaque o papel desempenhado pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI), uma instituição que tem vindo a demonstrar, de forma consistente, o seu compromisso com o fortalecimento do ecossistema empreendedor nacional. Num mercado onde muitas startups enfrentam dificuldades de acesso a financiamento, visibilidade e oportunidades de crescimento, o apoio de instituições financeiras sólidas pode fazer toda a diferença. O BAI tem compreendido esta realidade e tem procurado posicionar-se como um parceiro activo da inovação.
A experiência da edição de 2025 é um exemplo claro dessa aposta. O banco apoiou cerca de 50 startups durante o ANGOTIC, proporcionando espaço de exposição, visibilidade e oportunidades de networking. Entre os projectos que ganharam destaque esteve a startup STAR, que apresentou a solução AgroConecta, uma plataforma desenvolvida para responder a necessidades do sector agrícola. O reconhecimento obtido durante o evento demonstrou como iniciativas desta natureza podem transformar ideias em negócios com potencial de impacto económico e social.
Na edição de 2026, o envolvimento do BAI voltou a ser observado no ambiente dedicado à inovação e ao empreendedorismo tecnológico. A presença do banco junto dos empreendedores reforçou a percepção de que existe um interesse genuíno em contribuir para o crescimento das pequenas e médias empresas, especialmente aquelas que utilizam a tecnologia como instrumento de transformação. Este posicionamento é particularmente relevante num momento em que Angola procura acelerar a sua transição para uma economia cada vez mais digital.
O apoio às startups não deve ser visto apenas como uma acção de responsabilidade social ou de marketing institucional. Trata-se de um investimento estratégico no futuro do país. Muitas das soluções apresentadas no ANGOTIC abordam áreas fundamentais como agricultura, saúde, educação, pagamentos digitais, logística e inteligência artificial. Ao apoiar estas iniciativas, o BAI contribui para a criação de emprego qualificado, para o aumento da competitividade das PME e para o surgimento de novos modelos de negócio capazes de dinamizar a economia nacional.
O ANGOTIC 2026 deixou uma mensagem clara, a inovação em Angola está viva e continua a ganhar força. Para que este movimento se consolide, será essencial que mais instituições sigam o exemplo de apoio ao empreendedorismo tecnológico. O BAI tem mostrado que acredita no potencial dos jovens empreendedores angolanos e que está disposto a caminhar ao lado deles. Num país onde a transformação digital é cada vez mais uma necessidade estratégica, esta é uma aposta que merece reconhecimento e continuidade.



