Operadoras de telefonia avaliam situação de custos

Executivos das duas operadoras móveis angolanas defenderam na passada quinta-feira(29), no programa “Manhã Informativa” da RNA, espaço “Angola em Directo”, a salvaguarda dos investimentos das operadoras de telefonia móveis.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Movicel, Aristides Safeca, a Província de Luanda precisa de ter, pelo menos, 1.500 a 2.500 estações ou sites, com custos avaliados em 79,6 milhões de kwanzas cada, para a cobertura total dos serviços de telecomunicações.

Numa discussão sobre “Preços e qualidade dos serviços de Telecomunicações em Angola”, o responsável apelou ao Governo e órgãos de regulação a dar um suporte, não monetário, mas criando políticas para que o investidor consiga ter retorno do seu investimento num horizonte de três a cinco anos.

“Imagine, com os preços praticados, quantos bilhões de kwanzas serão necessários para o operador investir?”, questionou o PCA da operadora, acrescentando que constam igualmente dos planos da Movicel, investir em zonas consideradas de baixo rendimento como Cunene, Bié, Huambo e Cuando Cubango.

Aristides Safeca informou ainda que, antes de 15 de Setembro, os preços praticados pela Movicel eram 90 por cento abaixo da tarifa base, mas considera legítima as preocupações dos clientes de baixa renda, mas a empresa tem um volume de negócios abaixo da linha de sustentabilidade do mercado.

“Quanto ao acesso a dados, a Movicel tem estado a investir. Só para dizer que a primeira tecnologia 4G foi introduzida por nós e já temos a nova célula 5G, ainda não comercial, mas já está em adaptação para a introdução no mercado”, informou.

Por sua vez, o director de Operação e Supervisão da Unitel, José Mavungo informou que a qualidade dos serviços de comunicação por telemóvel é equiparado a de países mais ricos, como EUA, Reino Unido e Japão, fruto do nível de investimento em infraestruturas das duas operadoras que actuam no mercado.

De acordo com o responsável, desde a sua génese, a ideia da empresa foi sempre levar os serviços de telefonia a toda população, na medida em que a Unitel está implantada nas 18 províncias.

“O nosso objectivo é garantir qualidade e quantidade na conectividade dos nossos clientes”, afirmou.

Questionado sobre a falta de cobertura dos serviços da Unitel na Centralidade Zango 8000, o representante disse que tudo depende da aprovação das autoridades para a colocação de antenas, pelo que apela a uma maior flexibilidade dos órgãos reguladores.

“Infelizmente, a Unitel ainda não negociou para conseguir espaço, a fim de colocar as antenas nestes locais. Nós tivemos a mesma dificuldade a­quando da abertura do Kilamba e penso que é também de interesse do povo que o processo seja mais célere”, disse.

A operadora de telefonia Movicel colocou ontem (01) à disposição dos seus clientes, o novo Plano denominado “FLEX”, possibilitando o subscritor criar o seu próprio plano, de acordo com as suas necessidades.

Segundo uma nota a que o Jornal de Angola teve acesso, os Planos FLEX foram estruturados com preços base a partir de 500 kwanzas, para minutos e mensagens dentro da rede Movicel e como aditivos opcionais, chamadas e mensagens para outras redes e pacotes de dados internet.

Como justificação a Movicel argumenta que a dinâmica do mundo com a pandemia da Covid-19 alterou de forma radical os hábitos e modo de vida das pessoas. Daí a necessidade da Movicel de introduzir no mercado angolano um conceito mais flexível e adaptável, que permite ao cliente a liberdade de efectuar as suas próprias escolhas aos melhores preços, obtendo o melhor serviço ajustado às suas prioridades.

No que toca a saldo de voz, o plano FLEX tem disponível desde 500 kwanzas (25 mim+30 SMS), a 5.000 kwanzas (350min+200 SMS), todos num prazo de 30 dias.

Quanto ao plano de dados, a Movicel terá disponíveis planos diários de 100 a 700 kwanzas que vão igualmente de 100MB a 400 MB, respectivamente.

Os clientes da operadora terão também acesso a planos de dados de 7 a 30 dias de validade, no qual o plano mais alto será de 8.000 kwanzas para 10 GB.

 

Fonte: Jornal de Angola

 

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