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SETIC-FP esclarece alegações de ataque cibernético contra o MINFIN

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Em Maio último, um grupo de hackers denominado “CyberTeam” informou ter atacado o Ministério das Finanças (MINFIN), a Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária da Polícia Nacional, o Instituto Nacional de Estatística, o Instituto de Telecomunicações e o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI), para além da Assembleia Nacional.
 
A reivindicação foi feita no dia 4 daquele mês. No dia seguinte, 5 de Maio, a Assembleia Nacional confirmou, em comunicado, que o seu site foi vítima do ataque, o que obrigou o órgão legislativo a descativar a plataforma “como medida preventiva” enquanto decorriam os trabalhos de reposição. 
 
No dia 5 de Junho, o grupo de hackers reivindicou outro ataque, desta vez contra o site de Procuradoria-Geral da República, forçando a sua desactivação pouco tempo depois. Contudo, à data, somente a Assembleia Nacional tinha se pronunciado sobre o assunto.
 
Durante o evento “Building Cyber Resilience Across Critical Sectors”, o Portal de T.I solicitou esclarecimentos sobre o assunto ao director-geral adjunto de Infra-estruturas do Serviço de Tecnologias de Informação e Comunicação das Finanças Públicas (SETIC-FP), Gilmar Veríssimo.
 
“O que detectámos foram tentativas de ataques perpetradas pelo mesmo grupo que atacou a Assembleia Nacional”, começou por dizer o representante do órgão responsável por gerir, desenvolver e proteger os sistemas informáticos que sustentam as operações digitais do MINFIN.
 
Gilmar Veríssimo explica que a tentativa de ataque contra o Ministério das Finanças ocorreu no mesmo período em que a Assembleia Nacional foi vítima do ataque cibernético reivindicado pelo “CyberTeam”.
 
Após a confirmação de que o órgão legislativo foi, de facto, alvo de ataque “entramos prontamente em contacto com os nossos homólogos da Assembleia Nacional para tentar perceber a natureza do ataque e como foi perpetrado, para nós podermos também criar do nosso lado uma espécie de blindagem dentro das nossas plataformas”, explica.
 
O responsável revela que após a comunicação com a equipa técnica da Assembleia, foi cedido ao SETIC-FP um conjunto de dados que os ajudaria a rastrear os agentes de ameaça a fim de contê-los.
 
“A nossa equipa detectou tentativas de ataques realizados por alguns desses agentes de ameaça, no entanto os nossos sistemas foram capazes de estancar essas ameaças. Felizmente não houve nenhum impacto directo para o Ministério das Finanças”, disse.
 
Gilmar Veríssimo recordou ainda que enquanto uma instituição crítica em termos de cibersegurança, o Ministério das Finanças enfrenta diariamente várias tentativas de ataque cibernético, o que, segundo o responsável, decorre da própria natureza da instituição.

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