277
A TIS emitiu hoje um alerta sobre o aumento dos riscos associados à Internet das Coisas (IoT) em ambientes corporativos, após identificar múltiplas vulnerabilidades em dispositivos utilizados por empresas de vários sectores.
Em comunicado dirigido à nossa redacção, a empresa afirma que a expansão de equipamentos conectados, como câmaras de vigilância, sensores industriais, sistemas de contagem de energia, dispositivos de automação e terminais instalados em ambientes operacionais criou novas dependências tecnológicas dentro das organizações.
Muitos destes dispositivos, refere a tecnológica, “têm software desactualizado, passwords de origem activas e configurações que permitem acessos remotos não supervisionados”. Neste sentido, os ataques relacionados com IoT podem aumentar por falta de actualizações, exposição de portas de rede e ausência de políticas formais de protecção, ou configurações erradas.
“A IoT trouxe ganhos operacionais evidentes, mas também ampliou a superfície de risco. Qualquer dispositivo mal configurado cria uma porta de entrada para ataques que afectam operações, dados e reputação. A solução é garantir que os equipamentos estão actualizados e são instalados por técnicos especializados e certificados para o efeito, garantindo todas as medidas de protecção”, afirma Sandra Camelo, directora executiva da TIS.
A empresa apela, por isso, à adoptação de mecanismos de governação digital que assegurem a gestão responsável dos dispositivos conectados, para aumentar a resiliência, fortalecer a confiança dos parceiros e consolidar a continuidade de negócio, por entender que a falta de segurança nos dispositivos conectados é um risco real para a competitividade e para a reputação corporativa.
Para a TIS, a IoT é uma parte central das operações empresariais, mas reforça que a prevenção, as políticas de governação e a monitorização constante devem integrar a agenda dos decisores de topo, uma vez que a maturidade digital depende desse compromisso.




