Nos bastidores da modernização do Estado angolano, há uma entidade que tem trabalhado sistematicamente para tornar tangível um conceito até há pouco abstracto: a transformação digital. O Instituto de Modernização Administrativa (IMA) consolidou-se, nos últimos tempos, como o principal executor dos projectos estruturantes que visam revolucionar a relacção entre a Administração Pública, sector privado e simplificar a vida dos cidadãos.
Partindo do principio de que a aceleração digital no contexto da Administração Pública transcende a mera automatização de processos analógicos, por se tratar de uma mudança paradigmática que visa reconfigurar a relacção entre o Estado, os cidadãos e o sector produtivo, assente no princípio digital, o Estado, enquanto articulador das politicas de desenvolvimento de projectos estruturantes, necessita de entidades ou órgãos públicos e/ou privados capazes de materializar ou executar tais politicas de desenvolvimento.
E o IMA, enquanto entidade executora do Projecto de Aceleração Digital de Angola, uma ambiciosa parceria entre o Governo de Angola e o Banco Mundial, tem demonstrado uma capacidade ímpar de transformar visão política em realidade técnica. Mas o que salta aos olhos de quem observa de fora não é apenas a execução de tarefas, é a solidez com que a instituição tem implementado um novo paradigma na governação, baseado no princípio digital.
Se há um mérito que devemos reconhecer no trabalho do IMA é a capacidade de privilegiar, na prática, o “princípio digital” nas relacções entre a administração e o particular. Já não se trata apenas de colocar computadores nas repartições, mas sim de redesenhar processos para que o digital seja a primeira e muitas vezes a única opção.
Observa-se, com agrado, que o IMA não está apenas a digitalizar procedimentos antigos; está a simplificá-los. A aposta em plataformas integradas e na interoperabilidade entre serviços públicos começa a dar sinais de maturidade, eliminando a necessidade de o cidadão apresentar documentos que o próprio Estado já possui. Esta é a verdadeira essência da aceleração digital: colocar o utente no centro, poupando tempo e recursos.
Ao promover a adopção de soluções digitais inovadoras, o Instituto está a lançar as bases para um novo ciclo económico, onde a inclusão digital não é vista como uma benesse, mas como um direito e um motor de desenvolvimento. A aposta em infra-estruturas tecnológicas e na capacitação dos agentes públicos demonstra uma visão holística, sugerindo que não basta ter a ferramenta, é preciso saber usá-la e mantê-la.
Ao construir, passo a passo, os alicerces de uma administração mais ágil, transparente e humana, o Instituto não acelera apenas processos; acelera a própria confiança no futuro. A sua abordagem, focada em resultados e na desburocratização, tem sido fundamental para restaurar a confiança na capacidade do Estado em se reinventar.




