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O ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social de Angola espera receber o dobro de expositores na próxima edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (ANGOTIC), marcado para os dias 11, 12 e 13 de Junho próximo, em Luanda.
A perspectiva foi expressa pelo ministro Mário Oliveira em entrevista ao Daily Round-Up da Namibian Broadcasting Corporation, esta quarta-feira (22). A se concretizar, a edição 2026 do ANGOTIC receberia, no mínimo, 570 expositores ao todo, o maior número de sempre, visto que na edição 2025 estiveram presentes 285 expositores, dos quais 180 startups e 105 empresas.
Contudo, um aumento desta magnitude obrigaria a organização a rever o espaço que anualmente acolhe o fórum, o Centro e ConvençõesTalatona, localizado no município do Talatona. Segundo o ministro, esta é uma preocupação já em avaliação, tendo em conta a elevada procura que o ministério continua a registar para a edição 2026.
“Este espaço (HCTA) está a tornar-se pequeno para o evento, estamos à procura de um outro, em Luanda. Há muita solicitação por presença no ANGOTIC por parte dos expositores e, por isso, pensamos que este ano será difícil gerir todas as empresas,” disse.
No domínio da cooperação regional, o ministro ressaltou a forte parceria com a Namíbia, citando projectos conjuntos nas áreas de cabos submarinos e telecomunicações, envolvendo entidades como as estatais Angola Telecom e a Namíbia Telecom.
Vale referir que as duas “telcos” firmaram hoje, na cidade costeira de Swakopmund, Namíbia, um memorando de entendimento e um acordo de entendimento comercial, para interligação dos dois países por via de um cabo submarino denominado “Sistema Regional de Cabo Submarino da África Austral” (SARSSy, na sigla inglesa).
“Estamos a trabalhar com a Namíbia em projectos de cabos submarinos e estamos a providenciar serviços satelitais para a região da SADC por via do Angosat-2. Embora seja um projecto nosso, este satélite não se destina apenas aos angolanos mas a toda a África, porque é um continente jovem e é o futuro”, disse.
Neste quadro, Mário Oliveira realçou o papel determinante da juventude na transformação digital, defendendo a necessidade de continuar a investir na formação e capacitação dos jovens para o desenvolvimento de soluções tecnológicas locais.
No que respeita a inclusão digital, o ministro apontou o projeto Conecta Angola como uma iniciativa estratégica para levar conectividade às zonas mais remotas, através do Angosat-2, permitindo o surgimento de mais oportunidades de inovação e emprego.
Sob o lema “Na Rota da Transformação Digital”, a edição 2026 do ANGOTIC pretende reforçar a agenda nacional dedicada à inovação tecnológica, ao empreendedorismo digital e à formação de quadros.




